Filarmônica de Minas Gerais apresenta ópera semiencenada com convidados especiais nos dias 16 e 17 de abril, às 20h30, na Sala Minas Gerais

Filarmônica de Minas Gerais apresenta ópera semiencenada com convidados especiais nos dias 16 e 17 de abril, às 20h30, na Sala Minas Gerais

Desde a abertura da Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais vem apresentando, esporadicamente, óperas que se adequam ao nosso palco. Nos dias 16 e 17 de abril, às 20h30, na Sala Minas Gerais, será apresentada, em versão de concerto cênico, duas obras de grande apelo e comicidade: O Telefone, de Gian Carlo Menotti, e O Segredo de Susana, em celebração aos 150 anos de nascimento do compositor italiano Ermanno Wolf-Ferrari. Uma oportunidade única de vivenciar uma noite na ópera com participação da soprano Raquel Paulin e do barítono Licio Bruno e do ator Chico Pelúcio, um dos integrantes do Grupo Galpão. A direção de cena é de Jorge Takla e a regência do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).

 

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo de Minas Gerais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Patrocínio: Itaú Unibanco. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte 50 anos, Ministério da Cultura e Governo Federal.

 

Maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais

 

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo o responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.

 

Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville por quatorze anos (1999 – 2014), tendo recebido o título de Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das orquestras sinfônicas de Syracuse (1992 – 1999) e de Spokane (1993 – 2004), nesta última atuando como Regente Laureado. Em 2014, tornou-se o primeiro maestro brasileiro a assumir a Regência Titular de uma orquestra asiática, ao aceitar o convite da Orquestra Filarmônica da Malásia, onde permaneceu por dois anos.

 

Ainda nos Estados Unidos, atuou como Regente Associado de Mstislav Rostropovich, na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com a qual se apresentou no Kennedy Center e no Capitólio. Foi também Regente Residente da Orquestra Sinfônica de San Diego. Estreou no Carnegie Hall, em Nova York, conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey, e tem dirigido diversas orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É presença constante nos festivais de verão dos Estados Unidos, como os de Grant Park, em Chicago, e Chautauqua, em Nova York.

 

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, Mechetti rege regularmente na Escandinávia, com destaque para a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a Orquestra de Helsingborg, na Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo, em Milão; na Dinamarca, a Filarmônica de Odense; na Escócia, a BBC Scottish Symphony; além de ter conduzido a Sinfônica Nacional da Colômbia e estreado no Festival Casals com a Sinfônica de Porto Rico. Na Argentina, rege regularmente a Filarmônica do Teatro Colón.

 

No Brasil, tem sido convidado a reger a Osesp, a Sinfônica Brasileira, as orquestras municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Sinfônica do Paraná, a Petrobras Sinfônica, entre outras. Trabalhou com artistas de renome, como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Antonio Meneses, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros.

 

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School de Nova York.

 

Raquel Paulin, soprano

 

Soprano coloratura, dedicou-se por 10 anos ao teatro musical e foi membro da Academia de Ópera do Theatro São Pedro de 2016 a 2018. Com formação pela Escola Municipal de Música de São Paulo, estudou com Walter Chamun, Laura de Souza e Rafael Andrade. Foi solista na gravação da Sinfonia nº 4 de Mahler com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob a direção de Fabio Mechetti, e estreou no Theatro Municipal de São Paulo na celebração dos 100 anos da Semana de Arte Moderna, cantando as Bachianas Brasileiras nº 5, de Villa-Lobos, sob a batuta de Roberto Minczuk. Premiada em concursos no Brasil e na América Latina, tem protagonizado montagens de óperas consagradas e se destacado em produções contemporâneas de óperas brasileiras, como Cartas Portuguesas, de João Guilherme Ripper, com direção de Jorge Takla e regência de Roberto Tibiriçá, e O Guarani, de Carlos Gomes, pela Cia Ópera São Paulo, no papel de Cecy. Sob a direção de Julianna Santos e a direção musical de Luís Gustavo Petri, interpretou Lucy em O Telefone de Gian Carlo Menotti.

 

Licio Bruno, barítono

 

Baixo-barítono com mais de 35 anos de carreira internacional, especializou-se em ópera e repertório sinfônico pela Academia de Música Franz Liszt e pela Ópera de Budapeste, na Hungria. É professor adjunto e pesquisador na Faculdade de Música do Espírito Santo. Vencedor do Prêmio Carlos Gomes de 2004, acumula 10 prêmios em concursos nacionais e internacionais de canto. Sua atuação diversa abrange óperas, operetas, missas, oratórios, além do repertório sinfônico e camerístico. Colaborou com regentes como Lorin Maazel, Fabio Mechetti, Isaac Karabtchevsky, Roberto Minczuk, Pier Giorgio Morandi e Marin Alsop. Apresentou-se em palcos importantes, como os teatros municipais do Rio de Janeiro e de São Paulo, a Sala São Paulo, o Teatro Colón de Bogotá e o Teatro El Círculo de Rosário, na Argentina. Em sua trajetória, interpretou mais de 80 protagonistas, em óperas de Verdi, Mozart, Puccini, Donizetti, Rossini, Wagner, Strauss, Leoncavallo e Mascagni.

 

Chico Pelúcio, ator

 

Ator, diretor e gestor cultural, é formado em administração e ciências contábeis pela PUC Minas, com especialização em cinema pelo IEC PUC Minas. Integra o Grupo Galpão desde 1982 e foi idealizador do Galpão Cine Horto, criado em 1998, onde atua como diretor-geral. Foi um dos criadores do Festival Cante & Conte de Baependi, em 1980, e presidente da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes entre 2005 e 2006. No teatro, atuou em diversos espetáculos do Grupo Galpão e dirigiu a montagem de Um trem chamado desejo. Colaborou também com a Cia. Burlantis e o Oficinão do Galpão Cine Horto. Foi o diretor da ópera A redenção pelo sonho, de Tim Rescala, e do espetáculo Pagliacci, da Cia. LaMínima, que lhe rendeu o Prêmio Riso de Direção de 2018. Na TV, participou de séries e novelas da TV Globo, como Sob Pressão, Pedacinho de Chão e Amor Perfeito. No cinema, atuou em filmes de Bruno Barreto e Marcelo Gomes e dirigiu curtas e o documentário Primeiro Sinal. Em 2015, lançou o livro Do Grupo Galpão ao Galpão Cine Horto.

 

Jorge Takla, diretor de cena

 

Diretor primoroso e habilidoso no manejo de grandes elencos, Jorge Takla é uma das figuras mais atuantes nos campos do teatro e da ópera no Brasil. Formado pela École des Beaux-Arts e pelo Conservatoire National Supérieur d’Art Dramatique, ambos em Paris, iniciou sua carreira profissional ao lado de Robert Wilson em 1974. Atuou e dirigiu no La MaMa Experimental Theatre Club, em Nova York, de 1974 a 1976. No Brasil, dirigiu e produziu mais de 100 peças de teatro, musicais e óperas. Suas produções foram apresentadas no Festival Internacional Baalbeck, no Líbano, no Teatro Colón, em Buenos Aires, e nas maiores casas de ópera do Brasil, como o Theatro Municipal de São Paulo, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Teatro Amazonas, em Manaus, e o Palácio das Artes. Takla foi Diretor da Divisão de Teatro da CIE-Brasil de 2002 a 2004 e proprietário do Teatro Procópio Ferreira de 1983 a 1992.

 

Repertório

 

Ermanno Wolf-Ferrari (Veneza, Itália, 1876-1948) e a obra (1909)

 

A mais conhecida obra de Ermanno Wolf-Ferrari, O segredo de Susanna é um intermezzo, um tipo de ópera cômica em miniatura apresentada em entreatos de óperas sérias e que conta com apenas dois personagens que cantam. Com libreto original em italiano de Enrico Golisciani, o intermezzo de Wolf-Ferrari foi estreado em tradução para o alemão de Max Kalbeck em 4 de dezembro de 1909, no Hoftheater de Munique. A versão original em italiano foi montada pela primeira vez na Metropolitan Opera, em Nova York, em 14 de março de 1911. A comédia se passa na Piemonte do começo do século XX e gira em torno da crise de ciúmes do Conde Gil em relação à sua esposa, a Condessa Susanna, quando aquele sente cheiro de cigarro na sala de sua casa e na roupa de sua mulher — a fumaça é representada por alusões ao início do Prelúdio para “A tarde de um fauno”, de Debussy. Convicto de que Susanna o trai com um fumante, o conde tenta pegá-la em flagrante com o amante, descobrindo, após muitas tentativas frustradas, o verdadeiro segredo: sua esposa fuma. Ao final, o casal se perdoa, e juntos fumam jurando amor eterno.

 

Gian Carlo Menotti (Cadegliano-Viconago, Itália, 1911 – Monte Carlo, Mônaco, 2007) e a obra (1947)

 

Gian Carlo Menotti foi pioneiro ao escrever óperas especificamente para o rádio e a televisão — morreu pretendendo compor a primeira ópera estritamente para o cinema. A teatralidade de suas ideias, suas melodias e harmonias familiares e seu uso estratégico de repetições e sequências criaram obras de fácil apreensão, que desafiam classificações ao flutuar entre a ópera, a trilha para teatro e o teatro musical. Suas óperas privilegiam ainda números mais fluidos, que buscam não comprometer o desenrolar do enredo. O Telefone, subintitulado Amor a Três, é uma pequena ópera cheia de humor composta para servir de abertura para as récitas de O Médium, primeiro sucesso internacional do compositor, apresentado no Ethel Barrymore Theatre, na Broadway, 212 vezes apenas em 1947. Em um ato e com libreto do próprio compositor, essa comédia de abertura se passa nos anos 1940 e relata o drama de Ben, que, a uma hora de sair de viagem, decide ir ao apartamento de Lucy pedi-la em casamento. Interrompido por chamadas e conversas telefônicas sempre que tentava fazer o pedido, Ben opta por um plano de ação inusitado: deixar o apartamento de Lucy para, de um telefone público, pedi-la em casamento.

 

 

Filarmônica de Minas Gerais

 

Série Presto

16 de abril – 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Veloce

17 de abril – 20h30

Sala Minas Gerais

 

Fabio Mechetti, regente

Raquel Paulin, soprano

Licio Bruno, barítono

Jorge Takla, direção de cena

Chico Pelúcio, ator

 

WOLF-FERRARI   O Segredo de Susana

MENOTTI                         O Telefone

 

 

INGRESSOS:

 

R$ 50 (Mezanino), R$ 58 (Coro), R$ 58 (Terraço), R$ 84 (Balcão Palco), R$ 105 (Balcão Lateral), R$ 143 (Plateia Central), R$ 185 (Balcão Principal) e R$ 207 (Camarote).

 

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

 

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h

 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

 

São aceitos:

  • Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
  • Pix

 

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

 

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

 

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

 

O grupo recebeu numerosos prêmios e menções, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2024 na categoria CD/DVD/Livros, com o álbum com obras de Lorenzo Fernandez. A Orquestra já havia recebido Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP, o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

 

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

 

A Orquestra possui 20 álbuns gravados, entre eles sete integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

 

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 100 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

 

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

 

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

 

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

 

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