Rita Von Hunty realiza a palestra gratuita “Novas Gerações e o Mundo do Trabalho” no C.A.S.A – Centro de Arte Suspensa e Armatrux
Ainda na abertura, dias 20 e 21/06, o Grupo de Teatro Armatrux apresenta seu “Mordida exploratória”
No dia 19/06, sexta-feira, às 17h, Rita Von Hunty é uma das atrações da abertura do projeto C.A.S.A – Arte, Comunicação e Comunidade, realizado pelo Centro de Arte Suspensa e Armatrux (Vale do Sol, Nova Lima / MG), que durante dois anos une debate e atividades sobre arte, educação e comunidade. Durante a palestra “Cultura e produção dos sujeitos”, Rita, que é a persona do ator, palestrante, criador de conteúdo e drag queen Guilherme Terreri, propõe reflexão sobre os processos culturais que moldam identidades e formas de viver em sociedade. Após a apresentação, o público participa de bate-papo aberto com a convidada. A mediação é da atriz, cantora, drag queen, pesquisadora e uma das pioneiras da cena drag belo-horizontina, Dolly Piercing.

Dando sequência às ações de lançamento do projeto, o C.A.S.A. recebe nos dias 20 e 21/06, sábado e domingo, a partir das 17h, o Grupo de Teatro Armatrux com seu novo trabalho “Mordida exploratória”. Com direção de Amora Tito, a 24ª montagem da companhia converte a exploração desenfreada do planeta em uma metáfora sobre as ausências e o vazio preenchido pelo plástico.
O acesso para ambos os eventos é gratuito, mediante retirada de ingresso pela plataforma Sympla. Ingressos para o espetáculo “Mordida exploratória” no link. Já os ingressos para a palestra de Rita Von Hunty estão neste link. Este projeto conta com o patrocínio da CAIXA e do Governo do Brasil, que acreditam na arte e na cultura como ferramentas de transformação social, expressão e desenvolvimento. Onde tem patrocínio CAIXA, tem Governo do Brasil.
“A arte e a cultura são meios poderosos de transformação social, capazes de promover a inclusão, o diálogo e o desenvolvimento humano. Em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, há uma carência de espaços culturais que integrem formação artística, comunicação e engajamento comunitário”, comenta um dos idealizadores e gestores do C.A.S.A., o pesquisador e bailarino Lourenço Martins Marques.
Segundo o artista, o C.A.S.A., sede das companhias Suspensa e Grupo Armatrux, criado em 2009, surge exatamente como uma resposta a essa demanda: “Além de diversos festivais e programações, oferecemos diversos cursos de arte e bem estar gratuitos, na região, para crianças, jovens, adultos e para a terceira idade, além de um Laboratório de Comunicação que capacita jovens para atuar de forma crítica e criativa no mundo digital”, completa.
O PROJETO
O C.A.S.A. – Arte, Comunicação e Comunidade é uma iniciativa de formação, programação e circulação artística promovida pelo C.A.S.A. Centro de Arte, localizado no Vale do Sol, em Nova Lima (MG). Com foco na democratização cultural e na inclusão social através da arte, o projeto nasce com o propósito de expandir o acesso a atividades que unem arte, formação e comunidade.
Durante dois anos, a iniciativa oferece quatro cursos de formação artística e cultural: Circo – que proporciona vivências circenses e educativas, promovendo inclusão social e desenvolvimento cultural para crianças e jovens, sob a condução da professora Roberta Manata; Teatro para Maturidade, conduzido pela atriz e professora Talita Braga, que é voltado ao público 60+, e valoriza a memória, a escuta e a expressão artística da pessoa idosa; As oficinas de Produção Cultural, que vêm com o objetivo de capacitar jovens e adultos nos bastidores da criação artística; e o Laboratório em Rede, que surge como um espaço de experimentação em comunicação e mídias para jovens, incentivando a produção colaborativa de conteúdos, o pensamento crítico, o protagonismo e a inclusão digital.
Também estão previstas visitas do público a ensaios abertos de grupos artísticos que são referência na cena de BH, além de apresentações de espetáculos do Grupo Armatrux, da Companhia Suspensa e da Zula Cia de Teatro. “Queremos consolidar o C.A.S.A. como um polo cultural, promovendo a inclusão social e acessibilidade, a formação de novos artistas, com foco no fortalecimento do território e da comunidade local na qual estamos inseridos”, acrescenta Paula Manata, gestora do C.A.S.A. e atriz fundadora do Grupo Armatrux.
Ações pelo Brasil
Além de sua programação regular de formação e apresentações na sede do C.A.S.A., o projeto propõe a ação “C.A.S.A. e Outras Casas — Circuito Nacional de Troca Artística”, que prevê a circulação de espetáculos das companhias Armatrux, Suspensa e Zula Cia de Teatro por Minas Gerais e nas unidades do Caixa Cultural no Rio de Janeiro, São Luís e Ceará. Além das apresentações, as companhias vão realizar ações formativas e de intercâmbio com artistas e espaços culturais dessas localidades, a partir de residências, oficinas, encontros e debates.
O C.A.S.A
O C.A.S.A. – Centro de Arte Suspensa e Armatrux é um centro de arte, localizado no Vale do Sol, na região noroeste do município de Nova Lima (MG) – importante rota que atravessa patrimônios naturais, históricos e culturais.
Desde a sua criação, em 2009, abriga a produção, pesquisa, criação de espetáculos, intercâmbios, festivais e outras atividades interdisciplinares desenvolvidas e promovidas pela Companhia Suspensa e pelo Grupo de Teatro Armatrux.
Aberto à comunidade, o espaço promove e acolhe também novos experimentos nas áreas de artes cênicas, audiovisual, dança e música. Seu conjunto arquitetônico é composto por teatro para 200 pessoas e duas salas com capacidade para 50 pessoas cada, além do Bento Café.
O C.A.S.A. atende também a alunos das escolas públicas da região e do entorno do C.A.S.A. – Centro de Arte, como a Escola Municipal Benvinda Pinto Rocha, Escola Municipal Cesar Rodrigues e Centro de Educação Cássio Magnani, oferecendo aulas de circo, dança e teatro. Além disso, proporcionamos espetáculos de dança, circo e teatro, complementando a formação desses alunos.
SERVIÇO
Lançamento projeto C.A.S.A – Arte, Comunicação e Comunidade
Local: Himalaia, 69 – Vale do Sol (Nova Lima / MG)
Acesso gratuito mediante retirada de ingresso no Sympla
19/06 (sexta-feira) – 17h
Palestra “Novas Gerações e o Mundo do Trabalho”
Com Rita Von Hunty
Duração: 60 minutos | classificação indicativa: 16 anos
Retirada gratuita no Sympla – clique aqui
20 e 21/06 (sábado e domingo) – 17h
Espetáculo “Mordida Exploratória”
Direção de Amora Tito | Com Grupo Armatrux
Duração: 80 minutos | Classificação: 12 anos
Retirada gratuita no Sympla – clique aqui
Sinopse palestra Rita Von Hunty (RJ), mediação Dolly Piercing (BH/MG)
Este encontro debate a noção de herança cultural em sentido extenso e restrito. Problematiza noções de geração por meio da sociologia da educação e da teoria crítica, conceitua o que a sociologia do trabalho tem rastreado como características fundamentais das novas gerações no Brasil, bem como o que a psicologia do trabalho tem definido como diretriz para o futuro: o reencantamento do trabalho vivo.
Dolly Piercing – mediação
Dolly Piercing é atriz, cantora, drag queen, pesquisadora e uma das pioneiras da cena drag belo-horizontina, reconhecida como a primeira drag queen cantora da cidade. Iniciou sua trajetória artística aos 12 anos de idade e acumula 31 anos de carreira dedicados à arte drag. É graduada em Teatro pela Escola de Belas Artes da UFMG, integra o grupo de pesquisa NEEPEC da Fafich/UFMG e foi professora de extensão do projeto Testre: Criativos em Arte Cênica, da PROEX/UFMG. Atualmente, atua como atriz convidada no espetáculo Thascht, do Grupo Armatrux, articulando sua experiência artística com reflexões sobre arte, memória, diversidade, gênero e representatividade.
Rita Von Hunty – palestrante
Rita von Hunty é crítica cultural, educadora popular e colunista. Ela já atuou em Universidades, escolas e movimentos sociais tanto no Brasil quanto no exterior. Contribuiu com textos na publicação de mais de 25 livros no Brasil. Em 2025, dois deles foram finalista e semifinalista do Prêmio Jabuti Acadêmico.Também em 2025, a convite da Reitoria da UnB, Rita fez a aula magna de abertura do semestre letivo. Em 2023, a convite da Secretaria nacional LGBTQIA+, do Ministério da Cidadania e Direitos Humanos e da ENAP, Rita fez a conferência de reabertura do curso de formação em Direitos Humanos.
Sinopse Espetáculo Mordida Exploratória
Em “Mordida Exploratória”, três sacolas plásticas emergem no Oceano Atlântico após boiarem à deriva por mais de trezentos anos. As sacolas compartilham o que viram, sentiram e vivenciaram antes de se encontrarem, e narram umas às outras suas experiências: como as pessoas vivem suas vidas, compartilham seus desejos e questionam seus hábitos. Ao invés de se decomporem, elas aprenderam com a existência, tornando-se uma espécie de voyeur da vida. O título da peça refere-se a um termo biológico sobre o comportamento natural de determinados animais, como tartarugas e tubarões, usado para investigar objetos ou seres desconhecidos, já que não possuem mãos. No palco, o termo ganha contornos políticos, como explica a diretora e dramaturga Amora Tito: “É uma metáfora para as mordidas que exploram corpos políticos, bens naturais e as potencialidades de ser; arrancar pedaços da liberdade, da expressão, da terra, dos direitos e dos desejos como medida que ameaça as existências. Como uma voçoroca que engole a terra, como tratores que arrancam minerais, como um tubarão que morde um pedaço de algo para perceber o que é. É o ato de tirar um pedaço de algo apenas para sondar, sem digerir, deixando um vazio preenchido por plástico”.



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