VIII Festival Internacional de Teatro de Araçuaí foi marcado com encontros, debates e espetáculos

VIII Festival Internacional de Teatro de Araçuaí foi marcado com encontros, debates e espetáculos

Um mês após o encerramento, o VIII Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua de Araçuaí (FESTA) segue deixando marcas positivas na cena cultural da região. Realizado entre os dias 27 e 29 de março, o evento consolidou mais uma edição de sucesso, transformando a cidade em um grande palco a céu aberto e reafirmando seu papel de destaque no cenário das artes cênicas em Minas Gerais. Durante os três dias de programação, o público ocupou ruas, praças e espaços culturais, acompanhando de perto espetáculos que emocionaram e aproximaram ainda mais a comunidade da arte.

Com apresentações gratuitas, o festival reuniu artistas e grupos de diversas regiões do Brasil, promovendo encontros, debates e trocas de experiências que fortaleceram o teatro e a cultura no Vale do Jequitinhonha. A diversidade de linguagens e temáticas encantou o público, que interagiu, se envolveu e lotou as sessões ao longo de toda a programação.

Um dos momentos mais emocionantes do festival foi a entrega do troféu à mestra Maria Lira Marques, referência da cerâmica e da arte popular. A homenagem reconheceu não apenas sua trajetória artística, mas também sua contribuição como cientista da cultura e guardiã dos saberes tradicionais da região, arrancando aplausos e emoção do público presente.

Nesta oitava edição, o FESTA também celebrou os 30 anos da Companhia de Teatro Ícaros do Vale, cuja história é marcada pela resistência, criação e compromisso com a valorização cultural do território. A programação incluiu espetáculos impactantes, palestras e debates que reforçaram o papel do teatro como ferramenta de transformação social.

Ao longo dos três dias de programação, o público acompanhou e interagiu com uma série de espetáculos. Na abertura, 27, passaram pelo festival as montagens “E a palhaça negra o que é? Preciso falar”, da Aluá Cia e Produtora Cultural (Manaus/AM), “Saga: Uma história do povo preto” e “Eu sou o vento”, ambas da Preqaria Cia. de Teatro (Sete Lagoas/MG), além de “Curra(L)”, da Ícaros do Vale, companhia anfitriã de Araçuaí.

A programação seguiu no sábado, 28, com “Sebastião”, do Coletivo Território Sirius (Salvador/BA), “Outono”, “Gisberta – Basta um nome para lembrarmos de um ódio”, da Cara Dupla Coletivo de Teatro (João Pessoa/PB), e “Chico Rei”, da Companhia Pé de Pano (Matozinhos/MG).

No domingo, 29, foi a vez de “Tucumã & Buriti – As Brocadas do Tarumã”, do Grupo Jurubebas (Manaus/AM), “Cadê Dulcinéia?”, da Cia Imediata de Teatro e Payaso Chungo Malungo (Venezuela/Sorocaba-SP), além de uma nova apresentação de “Eu sou o vento”, da Preqaria Cia. de Teatro, e o encerramento com “Seu Bomfim”, do Coletivo Território Sirius (Salvador/BA).

Daniel Stone é repórter fotográfico com DRT, com sólida experiência na cobertura de shows e eventos. Atua também na fotografia de eventos sociais e ensaios fotográficos, destacando-se pelo olhar atento e pela capacidade de registrar emoções autênticas.

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