Maria Flávia Bastos lança em Belo Horizonte livro sobre o desafio de pensar em tempos de aceleração
A sensação de que o tempo nunca é suficiente tornou-se uma das marcas da vida contemporânea. Em meio à velocidade das informações, das cobranças e das respostas imediatas, parar para pensar parece um gesto cada vez mais raro. É dessa inquietação que nasce Pensar: pensamento crítico, sistêmico e criativo para decidir, criar e agir em contextos complexos, sétimo livro da escritora e professora mineira Maria Flávia Bastos, que será apresentado ao público de Belo Horizonte no próximo dia 11 de julho, a partir das 11h, na Livraria da Rua.
Misturando memórias, referências filosóficas, literatura, educação e situações do dia a dia, a autora constrói um ensaio sobre a dificuldade contemporânea de sustentar a atenção, elaborar perguntas e construir reflexões em meio ao excesso de estímulos. Em vez de oferecer respostas prontas, a obra propõe uma pausa para olhar com mais cuidado para aquilo que costuma passar despercebido.
Entre experiências pessoais e diálogos com pensadores como Byung-Chul Han, Hannah Arendt, Michel Foucault, Edgar Morin e Ailton Krenak, o livro desenvolve uma reflexão sobre autonomia, criatividade, trabalho, subjetividade e convivência. A autora defende que interpretar a realidade de forma crítica vai além de questionar opiniões estabelecidas: significa conectar diferentes perspectivas e ampliar a compreensão sobre a complexidade do presente.
Ao ser perguntada sobre a principal mensagem que gostaria de deixar aos leitores, Maria Flávia resume o espírito da obra em uma frase que atravessa todo o livro: “Que as pessoas abram os pulmões do pensamento para exercer a liberdade!”
A imagem sintetiza uma das ideias centrais da publicação: ampliar a capacidade de reflexão em uma época marcada pela urgência e pelo excesso de estímulos. Para a autora, esse exercício passa por compreender situações de forma mais ampla, conectar diferentes perspectivas e construir decisões mais conscientes.
Em diversos momentos, Maria Flávia questiona a cultura do desempenho permanente e a ideia de que produtividade e velocidade são sinônimos de realização. Para ela, a perda da capacidade de contemplar, escutar e imaginar também compromete a autonomia intelectual e emocional, tornando mais difícil compreender a complexidade do mundo e construir relações mais humanas.
Sem assumir o formato de manual ou guia de desenvolvimento pessoal, Pensar aproxima filosofia e cotidiano para discutir questões que atravessam a vida contemporânea, como a escassez de tempo, o excesso de informação, o esgotamento das relações e a necessidade de recuperar espaços de silêncio, criatividade e reflexão.
Mais do que apresentar respostas, o livro convida o leitor a recuperar um tempo que parece cada vez mais escasso: o tempo da reflexão, da imaginação e da construção de sentido para a própria experiência humana.
Sobre Maria Flávia Bastos
Maria Flávia Bastos é professora da Fundação Dom Cabral e da PUC-RS, reconhecidas entre as mais importantes instituições de educação executiva do Brasil. Mestre em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local e doutora em Administração com foco em Negócios Sociais pela PUC Minas, dedica sua trajetória ao estudo e ao desenvolvimento de lideranças, organizações e iniciativas voltadas à transformação social e empresarial.
Uma das palestrantes mais requisitadas do país, Maria Flávia se destaca pela capacidade de conectar conhecimento acadêmico e experiência prática aos desafios enfrentados por profissionais e empresas contemporâneas. Sua abordagem provoca reflexões sobre liderança, inovação, tomada de decisão e desenvolvimento humano, estimulando novos olhares e caminhos para a ação em contextos cada vez mais complexos.
É autora dos livros Quando me Reinventei: lições de pessoas e empresas, Não-manual do Empreendedorismo, Educação e Empreendedorismo Social, Ainda não temos respostas: reflexões sobre uma economia baseada no afeto e Só restou a poesia. Em sua mais recente obra, Pensar: pensamento crítico, sistêmico e criativo para decidir, criar e agir em contextos complexos, aprofunda a discussão sobre as competências necessárias para liderar e atuar em um mundo marcado pela incerteza e pela complexidade.



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