Filarmônica de Minas Gerais recebe a regente argentina Natalia Salinas e apresenta solo principal oboísta da Orquestra, Alexandre Barros, nos dias 21 e 22 de maio, às 20h30, na Sala Minas Gerais
Nos dias 21 e 22 de maio, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a regente argentina Natalia Salinas é a convidada da Filarmônica de Minas Gerais e apresenta uma abertura de seu contemporâneo Alberto Ginastera e uma releitura da gloriosa Primeira Sinfonia de Edward Elgar. O oboísta principal da Filarmônica, Alexandre Barros, interpreta, pela primeira vez em nossa história, o Concerto para Oboé da compositora norte-americana Jennifer Higdon. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).
Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo de Minas Gerais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Patrocínio: Itaú Unibanco. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte 50 anos, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Maestra Natalia Salinas, Regente convidada
Referência entre a nova geração de maestros latino-americanos, regeu algumas das principais orquestras da Argentina, do Brasil, do México, do Uruguai e do Chile. Com grande afinidade com o repertório lírico, colabora com as maiores casas de ópera da Argentina: o Teatro Colón e o Teatro Argentino de La Plata, onde foi regente assistente entre 2015 e 2017. Na Suíça, regeu a ópera María de Buenos Aires, de Piazzolla, e no Festival de Ópera de Bolso de Salzburgo dirigiu a estreia mundial de Der Kuss (O Beijo), de Wolfgang Mitterer. Esteve como regente convidada em festivais e teatros na Alemanha, Áustria, França, Itália e Suíça. Em 2021, conquistou o Prêmio Revelação como Maestrina de Orquestra da Associação de Críticos de Música da Argentina e, em 2023, o de Maestrina de Orquestra Consagrada dos Prêmios Nacionais Clássica, da Rádio Nacional Clássica. Atualmente, realiza doutorado em regência orquestral na Universidade de Strasbourg, na Escola Superior de Artes do Reno (HEAR) e na Escola Superior de Música de Freiburg.
Alexandre Barros, Principal Oboé da Filarmônica de Minas Gerais
Principal oboísta da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, iniciou sua formação musical com seu pai, Joaquim Inácio Barros. Prosseguiu seus estudos com Afrânio Lacerda, Gustavo Napoli, Carlos Ernest Dias e Arcádio Minczuk. Ganhou o primeiro prêmio no 5º Concurso de Música da Câmara da UFMG e recebeu menção honrosa no concurso Jovens Solistas da Faculdade Santa Marcelina e no prêmio Jovem Solista da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Em 1998, conquistou o Prêmio Eleazar de Carvalho no 29º Festival de Inverno de Campos do Jordão, e solou com orquestras como as sinfônicas de Minas Gerais e Ribeirão Preto, a Osesp e a Filarmônica de Minas Gerais, por duas vezes. De 1996 a 1997, integrou a Osesp e atuou como Primeiro Oboé da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, a convite do maestro Roberto Minczuk. Paralelamente a seu trabalho orquestral, é professor do Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado e mantém intensa atividade camerística.
Repertório
Alberto Ginastera (Buenos Aires, Argentina, 1916 – Genebra, Suíça, 1983) e a obra Abertura para um Fausto Crioulo, op. 9 (1943)
A Abertura para um Fausto Crioulo é livremente inspirada no poema de Estanislao del Campo (1834–1880) intitulado Fausto: Impresiones del gaucho Anastasio el Pollo en la representación de la Ópera. Em Poesía Gauchesca, Borges e Bioy Casares relatam que Del Campo, ao assistir a uma apresentação da ópera Fausto, de Charles Gounod, no Teatro Colón de Buenos Aires, teria passado toda a récita a comentar irônica e bem-humoradamente com sua mulher sobre as possíveis reações que uma obra do gênero provocaria num camponês ingênuo. Naquela mesma noite de agosto de 1866, escreveria o poema que o consagraria, no qual o gaúcho nomeado no título, ao ir à ópera e não sabendo tratar-se de uma representação, relata ao amigo Laguna como sendo verídica a história de um tal doutor que vende a alma ao diabo. Estreada em 12 de maio de 1944 pela Orquestra Sinfônica do Chile, regida por Juan José Castro, a abertura é exemplo do “nacionalismo objetivo” do compositor e combina engenhosamente elementos folclóricos estilizados com alguns dos motivos musicais da célebre ópera de Gounod.
Jennifer Higdon (Nova York, Estados Unidos, 1962) e a obra Concerto para oboé (2005)
Jennifer Higdon é uma das figuras mais aclamadas da música de concerto contemporânea. Suas obras, que já foram incluídas em mais de 70 álbuns, têm sido apresentadas em centenas de concertos anualmente. Sua primeira ópera, Cold Mountain, conquistou o prêmio de melhor estreia mundial no International Opera Awards de 2016, sendo indicada a dois Grammys em 2017. Em 2018, Higdon recebeu o prestigioso Prêmio Nemmers, da Universidade Northwestern, concedido a compositores clássicos contemporâneos de excepcional produção que exercem significativa influência sobre o universo da composição. Mais recentemente, em 2022, foi eleita para a Academia Americana de Artes e Letras.
Essa trajetória destacada consolidou-se em 2010, quando Higdon alcançou um feito raro: conquistou o Prêmio Pulitzer em música e o Grammy de melhor composição clássica contemporânea. Duas das maiores distinções estadunidenses, os prêmios foram ambos atribuídos a obras concertantes, espinha dorsal de uma produção que conta com concertos para orquestra (2002), saxofone soprano (2007), piano (2009), metais graves (2017), bandolim (2021), viola (2015), harpa (2018) — os dois últimos lhe valeram outros dois Grammys, em 2018 e 2020.
“Quando escrevo um concerto,” diz Higdon, “penso em duas coisas: o solista para quem estou escrevendo e a natureza do instrumento solista”. No caso do Concerto para oboé, as virtudes do instrumento de fato estruturam seu único movimento. O lirismo do oboé governa o início, a partir de uma linha ascendente e expansiva. O talento para o dueto se expressa nos diálogos e nas interações do solista com instrumentos isolados da orquestra. Finalmente, sua aptidão para passagens jocosas inflama as passagens rápidas e seções velozes. Encomendada pelo Minnesota Commissioning Club, a obra foi estreada por Kathy Greenbank com a Orquestra de Câmara Saint Paul, em 2005.
Edward Elgar (Broadheath, Inglaterra, 1857 – Worcester, Inglaterra, 1934) e a obra Sinfonia nº 1 em Lá bemol maior, op. 55 (1907-1908)
Edward Elgar passou seus últimos 15 anos de vida num silêncio quase total, depois de um “período outonal” pós-Primeira Guerra Mundial, durante o qual se dedicou à música de câmara e compôs o célebre Concerto para violoncelo. Antes disso, contudo, já havia se tornado o primeiro compositor inglês moderno a garantir um lugar fixo no repertório sinfônico internacional. Autor de uma obra decisiva para o renascimento da música britânica a partir dos últimos anos do reinado da rainha Vitória, consagrou-se como o compositor mais agraciado da época eduardiana, muito em razão das Variações Enigma — apresentadas pelo célebre regente Hans Richter em 1899 — e por suas Marchas Militares de Pompa e Circunstância, que adquiriram o estatuto de hinos nacionais. Em 3 dezembro de 1908, estreou sua Sinfonia nº 1, também sob a regência de Hans Richter, em Manchester. A obra divide-se em quatro movimentos e seduz pelo senso formal e pela monumentalidade. O tema denso e sinuoso que introduz o primeiro movimento passeia até o final majestoso e sereno. O segundo movimento divide-se entre um scherzo e uma seção contrastante de caráter nostálgico e bucólico. Seu conclusivo retorno ao scherzo se dissolve, sem interrupção, no terceiro movimento, cuja ternura contrasta com o finale, que culmina com o retorno triunfal do tema condutor, suntuosamente orquestrado.
Filarmônica de Minas Gerais
Série Presto
21 de maio – 20h30
Sala Minas Gerais
Série Veloce
22 de maio – 20h30
Sala Minas Gerais
Natalia Salinas, regente convidada
Alexandre Barros, oboé
GINASTERA Abertura para o Fausto Crioulo
J. HIGDON Concerto para oboé
ELGAR Sinfonia nº 1 em Lá bemol maior, op. 55
INGRESSOS:
R$ 50 (Mezanino), R$ 58 (Coro), R$ 58 (Terraço), R$ 84 (Balcão Palco), R$ 105 (Balcão Lateral), R$ 143 (Plateia Central) e R$ 185 (Balcão Principal).
Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Bilheteria da Sala Minas Gerais
Horário de funcionamento
Dias sem concerto:
3ª a 6ª — 12h a 20h
Sábado — 12h a 18h
Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:
— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana
— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado
— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo
São aceitos:
- Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
- Pix
ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS
A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.
Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.
O grupo recebeu numerosos prêmios e menções, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2024 na categoria CD/DVD/Livros, com o álbum com obras de Lorenzo Fernandez. A Orquestra já havia recebido Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP, o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.
Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.
A Orquestra possui 20 álbuns gravados, entre eles sete integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.
Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 100 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.
A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.
A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.
A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.



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