ELAS Festival reúne o trabalho de artistas de várias partes do Brasil, em grande evento na Funarte (MG)

ELAS Festival reúne o trabalho de artistas de várias partes do Brasil, em grande evento na Funarte (MG)

No dia 29 de agosto, sábado, o ELAS FESTIVAL ocupa mais uma vez a Funarte MG e, nesta sétima edição, propõe uma programação plural e multilinguagem. O evento, que já faz parte do calendário cultural da cidade, traz um recorte na produção de arte e cultura feita por mulheres e comunidade LGBTQIAPN+ de Minas Gerais e de outros estados do Brasil. Das 14h às 22h, o público tem acesso a um cardápio cultural variado com shows, exposição de artes visuais, gastronomia, mostras de fotografia, curtas e economia criativa, oficinas gratuitas, além da curadoria do Bar Yanã, com comes e bebes, na área externa da Funarte MG. Um dos destaques é a cantora, autora, diretora e atriz potiguar de Natal (RN), Juliana Linhares – indicada aos prêmios Shell e APCA (espetáculo Centenárias) – que, na ocasião, faz show de lançamento do álbum “Até Cansar o Cansaço”, com composições autorais inéditas e releituras de clássicos de Elino Julião, Belchior e Manduka.

Ainda integrando a programação, o festival realiza o Papo com ELAS – encontro gratuito que antecede o evento principal e promove reflexões sobre temas contemporâneos do universo feminino. Nesta edição a proposta é falar de “Saúde Mental e as Feras Contemporâneas”, com a psicóloga e psicanalista Carolina Nassau Ribeiro. O Papo com ELAS acontece no dia 20 de agosto, quinta-feira, de 19 às 21h, no auditório da UNA (Lourdes) com retirada gratuita de ingressos pela plataforma Sympla.

Já a programação do ELAS Festival, concentrada principalmente para acontecer no sábado, 29 de agosto, na Funarte MG, está com ingressos à venda a preços populares por R$30 (inteira), R$15 (meia estudante e professores) e R$20  (entrada social), na Sympla. Pessoas 60+ não pagam, mas precisam retirar o ingresso gratuito pela plataforma, para garantir a entrada. Na portaria do evento serão arrecadados absorventes e itens de higiene pessoal para doação a projetos sociais, o que garante o pagamento da entrada social. O evento conta ainda com espaço infantil e atividades de colorir para a criançada.

O ELAS Festival é patrocinado pela Beats e UNA com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. O projeto tem também o apoio da Funarte MG e do Sebrae Delas – que celebra mais um ano ao lado do festival e oferece a oficina “Diferenciais competitivos: Atendimento e Pós-venda”, que será online, no dia 11 de agosto. Em 2026, a Abramus (Associação Brasileira de Música e Arte) também renova a parceria com o ELAS, por meio da oficina gratuita “Arte, dinheiro e carreiras: os caminhos da profissionalização na música”, que ocorre na Funarte (Galpão 1), dia 29 de agosto, das 10 às 12h. As inscrições são gratuitas pela Sympla e quem participar da atividade tem acesso gratuito ao ELAS Festival.

DADOS – No Brasil, a economia criativa ganha cada vez mais espaço e tem aquecido setores como moda, design, artesanato, audiovisual e produção de conteúdo digital. Neste contexto, as brasileiras veem a possibilidade de transformar talento em renda, construindo negócios próprios e independentes. De acordo com estudo do IBGE, entre 2017 e 2024, a presença feminina no setor criativo superou o ritmo de entrada dos homens, mas a diferença salarial ainda é um desafio: as mulheres recebem 25% menos que os homens, exercendo as mesmas funções.

De olho nesse cenário, a produtora cultural Ana Linares e a gestora Luiza Firmato criam, em 2019, em Belo Horizonte, o ELAS Festival, uma plataforma de desenvolvimento cultural que promove a produção artística feminina, fortalece a economia criativa, bem como amplia a participação de mulheres nos espaços de criação, produção, circulação e difusão cultural. Nesta 7ª edição, elas celebram a iniciativa com o tema “Solte suas Feras”.

“Soltar as feras não se configura como gesto de ruptura violenta, mas como movimento de reconexão com dimensões fundamentais da experiência humana que foram historicamente não legitimadas nas mulheres: a raiva como força política, o desejo como afirmação de existência, a intuição como conhecimento e o corpo como território de autonomia. É reconhecer o instinto como inteligência sensível, uma tecnologia de sobrevivência e reinvenção em contextos adversos”, contextualiza Luiza Firmato.

PAPO COM ELAS SOBRE SAÚDE MENTAL – AUDITÓRIO UNA – 20/08

Em diálogo com o tema desta edição, o Papo com ELAS apresenta o encontro “Saúde Mental e as Feras Contemporâneas”, com a psicóloga e psicanalista Carolina Nassau Ribeiro. A partir da provocação “Solte suas Feras”, a pesquisadora propõe uma reflexão sobre a diferença entre a potência vital, expressa no desejo, na intuição e na criatividade, e os imperativos contemporâneos de produtividade, visibilidade e felicidade constante, que têm produzido sofrimento psíquico, esgotamento e outras formas de adoecimento.

PROGRAMAÇÃO ELAS FESTIVAL – FUNARTE – 29/08

Com uma curadoria que aposta mais uma vez na diversidade e reafirma seu compromisso com o fortalecimento de redes de criação e circulação protagonizadas por mulheres e comunidade LGBTQIAPN+, neste ano o festival propõe, mais uma vez, uma programação multilinguagem que abrange audiovisual, fotografia, artes visuais, música, gastronomia e economia criativa. Segundo a produtora cultural Ana Linares, esta edição é um convite a reconhecer, acolher e liberar aquilo que foi domesticado:

“Em tempos de endurecimento, afirmar a sensibilidade, o corpo e a criação é, em si, um ato radical e de resistência. E, portanto, vamos trazer obras e práticas que questionam padrões estéticos e narrativos, propondo deslocamentos e novas possibilidades de representação”, comenta.

Um dos pontos altos do 7º ELAS Festival são os shows para dançar e soltar suas feras. Destaque para a apresentação da cantora, autora, diretora e atriz potiguar Juliana Linhares (RN), indicada aos prêmios Shell e APCA (espetáculo Centenárias), que lança seu álbum “Até Cansar o Cansaço”. Criado como reação a um sentimento coletivo e atual de esgotamento, o disco reúne, em onze faixas, composições autorais e releituras. Nas canções, a artista transmuta o cansaço em ações e movimentos oníricos, propondo a construção de futuros possíveis como forma de reencantamento do mundo.

No palco, Juliana apresenta ao público alguns hits como “Balanceiro” e “Bombinha”, de seu álbum de estreia, “Nordeste Ficção”; além de versões de sucessos como “Tesoura do Desejo”, de Alceu Valença, e “A Palo Seco”, de Belchior. A cantora é acompanhada por banda formada por Elisio Freitas (guitarra/produção musical), Nathanne Rodrigues (baixo), Julia Rodrigues (bateria), Paloma Ronai (sanfona) e Lucas Videla (percussão).

O Trio Mana Flor (SP) é outro destaque da programação. Em formação pouco usual na tradição forrozeira, com três vozes femininas, Cimara Gomes Ferreira Fróis (sanfona e triângulo), Talita Del Collado Larcipretti (zabumba) e Carolina Bahiense Guimarães (triângulo e sanfona) propõem ao público uma experiência dançante que combina clássicos da MPB com o calor do forró. Desde 2008 o grupo se destaca na cena nacional com arranjos delicados e potentes, inspirados em “Quarteto em Cy” e “Os Tincoãs”. No repertório, Luiz Gonzaga, Rita Lee, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Edu Lobo, e muitos outros.

Outra atração esperada é o Sonora Samba (MG). Iniciativa do Sonora Festival Internacional de Compositoras, propõe uma roda de sambistas formada por cantoras e instrumentistas da cena de BH com foco no protagonismo feminino, sobretudo da mulher negra, no contexto da música brasileira. Sob a direção musical de Thamiris Cunha, a apresentação  conta com participações das cantoras, Dona Eliza, Marilou, Elisa de Sena, e Fran Januário, acompanhadas pelas instrumentistas Analu Braga, Bia Nascimento, Cissa do Cavaco, Mônica Santos, Nanda Bento e Thamiris Cunha.

Para embalar o público, a DJ Fê Linz (MG) vai trazer ao longo do evento um repertório dos anos 60 aos 90, em ritmos como Disco, Groove, Soul, Funk, Música Brasileira, Hip Hop, Pop e muito mais. E nos Galpões da Funarte MG, o público também tem acesso a mostras de fotografia, artes visuais, economia criativa e curtas-metragens que estarão abertas durante todo o evento. Os visitantes podem apreciar o olhar de artistas de Minas e de outros estados brasileiros.

Com curadoria multiartística de Paloma Alves e Zaíra Magalhães (Las Palozas), a Mostra de Fotografia aborda a raiva não como uma emoção destrutiva, mas uma potência de rupturas e transformações sociais que supera a inércia diante do medo. “Queremos imagens que ilustram o momento de virada, o estopim, a gota d’água que rompe o represamento e transborda o que já não pode mais ser contido ou domesticado”, comenta Paloma Alves.

O público entra em contato com fotografias de artistas oriundas de várias partes do país, entre documentais e ficcionais, com temáticas como revoluções, marchas, greves, fugas, recusas, negações, afastamentos, conflitos territoriais, paralisações, ocupações. “Foram selecionadas fotógrafas profissionais e também iniciantes, cis ou trans, não bináries, transmasculinos e todas as possibilidades de identidade e expressão de gênero que contrariam a cisnorma”, completa. As imagens também serão divulgadas nas plataformas digitais do @elasfestival por tempo indeterminado.

Para a Mostra de Artes Visuais, a curadora Angelina Camelo, da Mini Galeria, convidou e também selecionou, por meio de chamada aberta, mulheres artistas e não artistas, que além de exporem suas obras em técnicas como desenho, pintura, fotografia, instalação, escultura e gravura, terão o trabalho publicado em uma revista, dentro do festival.

A produção audiovisual e cinematográfica também está representada na agenda do ELAS com a Mostra de Curtas. Organizada por mais uma edição pela produtora audiovisual Tamira Abreu, a mostra reúne produções dirigidas por mulheres com duração de até 15 minutos e opções para públicos de todas as idades.

Momento aguardado do festival, a Mostra de Economia Criativa ocupa um dos Galpões da Funarte MG com o trabalho de expositoras residentes em Belo Horizonte e região metropolitana. E a cada edição a iniciativa só cresce. Neste ano, cerca de 40 empreendedoras (contra 22, em 2025) oferecem uma diversidade de produtos autorais e serviços. “Temos expostos desde acessórios, vestuários, cosméticos, adornos e tatuagens (flash tattoo). Algumas participam pela primeira vez e temos também as mulheres que já estão com a gente desde a 1ª edição do festival, como a “Costuras do Imaginário”, comenta a curadora da mostra Dani Lages.

OFICINAS GRATUITAS

Em mais um ano de parceria com o ELAS FESTIVAL, o Sebrae Delas irá oferecer, desta vez, a oficina online “Diferenciais competitivos: Atendimento e Pós-venda”, ministrada pela especialista em marketing digital Rafaela Justi. Durante o curso, Rafaela destaca a importância de um atendimento de excelência e um pós-venda estratégico para fortalecer o relacionamento com o cliente.

Renovando sua parceria com o festival, a Abramus (Associação Brasileira de Música e Arte) também oferece a oficina gratuita: “Arte, dinheiro e carreiras: os caminhos da profissionalização na música”, voltada para compositoras, intérpretes, instrumentistas, produtoras culturais, estudantes acima de 18 anos e interessados em geral.  O evento promove roda de conversa com Vanessa Castro, coordenadora da instituição, com ampla experiência no mercado musical e de entretenimento; MAC Julia – cantora e compositora; Carol Figueiredo – CEO da Música aos Montes, produtora e aceleradora artística especializada no desenvolvimento de carreiras musicais -; e Bruna Veloso – gestora estratégica na indústria da música e curadora de novos talentos. Com ferramentas práticas para compreender a cadeia produtiva da música, as convidadas abordam os principais aspectos para o desenvolvimento de uma carreira sustentável na música, apresentando conteúdos sobre direitos autorais, gestão de obras, distribuição digital, arrecadação de royalties, empreendedorismo, posicionamento artístico e estratégias de desenvolvimento profissional.

As inscrições para ambas as oficinas podem ser feitas pela plataforma Sympla.

SERVIÇO

7º ELAS FESTIVAL 2026

Oficina “Diferenciais competitivos: Atendimento e Pós-venda” | ONLINE

Com Rafael Justi / parceria Sebrae Delas

11 de agosto, terça-feira, às 17h30

online e gratuito – inscrições Sympla

Papo com Elas “Saúde Mental e as Feras Contemporâneas” | AUDITÓRIO UNA

20 de agosto, quinta-feira, às 19h

Local: Auditório da Una (Rua Aimorés, 1451 – Lourdes)

Entrada Gratuita

Retire seu ingresso: https://www.sympla.com.br/papo-com-elas__3502684

Programação ELAS Festival  2026 | FUNARTE MG

29 de agosto, sábado, das 14h às 22h

Mais informações: @elasfestival

Local: Funarte MG (Rua: Januária, 68 – Centro)

Ingressos a preços populares: R$30 (inteira), R$15 (meia) e R$20 (entrada social) mediante a doação de um item de higiene pessoal.

Pessoas 60+ terão entrada gratuita mediante a retirada de ingressos.

Venda na plataforma Sympla*: https://www.sympla.com.br/evento/elas-festival-2026/3452793?referrer=www.google.com&referrer=www.google.com

10 às 12h: Oficina gratuita “Arte, dinheiro e carreiras:

os caminhos da profissionalização na música”

(Com Vanessa Castro, Bruna Veloso, Carol Figueiredo, MAC Júlia)

Inscrições pela plataforma Sympla

14h: Abertura dos portões

DJ Felinz

Galpão 1: Mostra de Curtas (infantil + adulto)

Curadoria: Tamira Abreu

Galpão 3: Mostra de Fotografia

Curadoria: Coletivo Las Palozas (Zaíra e Palominha)

Galpão 4: Mostra de Economia Criativa

Curadoria: Dani Lages

Galpão 5: Mostra de Artes Visuais

Curadoria: Angelina Camelo (Mini Galeria)

Área Externa:

Espaço Infantil

Atividades de colorir

16h: show Sonora Samba

18h: show Trio Mana Flor

20h: show Juliana Linhares

Durante todo o festival, funcionarão bares com curadoria do Yanã, em um espaço de convivência na área externa da Funarte MG.

Daniel Stone é repórter fotográfico com DRT, com sólida experiência na cobertura de shows e eventos. Atua também na fotografia de eventos sociais e ensaios fotográficos, destacando-se pelo olhar atento e pela capacidade de registrar emoções autênticas.

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