ARTISTAS DE BH encerram “FÓRUM DE CRIAÇÃO” em Araçuaí, com exibição de vídeo e performance de tambores

ARTISTAS DE BH encerram “FÓRUM DE CRIAÇÃO” em Araçuaí, com exibição de vídeo e performance de tambores

No dia 27 de fevereiro, sexta-feira, a partir das 18h, a Associação Campo das Vertentes – fundada por João das Neves e Titane – realiza o encerramento do  Fórum de Criação – 5a edição, no Cinema Meninos de Araçuaí (Centro Velho), em Araçuaí. Durante o evento, intitulado Encontro de Compartilhamento, será exibido um vídeo sobre o processo de criação do projeto, vivenciado por dez artistas de Araçuaí e região metropolitana de Belo Horizonte, em um intercâmbio cultural de ritmos, movimentos, cantos, cenas e histórias. Ao final, haverá roda de conversa com o público e uma performance musical com cantos e tambores. O acesso é gratuito. Mais informações: instagram.com/campo.das.vertentes.

Realizado pela Associação Campo das Vertentes – ACV e Ministério da Cultura/Governo Federal, por meio de Termo de Fomento, com o apoio do Instituto Bruta Flor, o projeto Fórum de Criação tem um histórico que vincula ações de investigação com apresentações artísticas, sempre dentro de um contexto de compartilhamento de informações, através de debate e reflexão sobre os modos e processos de criação.

 

5ª edição

Nesta 5a edição, o Fórum de Criação promoveu uma ação inédita de intercâmbio cultural entre artistas do Vale do Jequitinhonha e de Belo Horizonte que participaram de encontros dedicados à troca de processos criativos. “O Fórum de Criação é um projeto que privilegia a pesquisa de linguagem e a criação artística. Poucos eventos abrem espaço para experimentação nas artes, essa etapa tão importante que antecede a apresentação de um espetáculo e que envolve processos muito interessantes de serem partilhados. Neste ano, promovemos o encontro entre dois sotaques mineiros diferentes, experimentando a troca entre os tambores, a criação em música e teatro e entre as manifestações da cultura popular”, comenta Rodrigo Jerônimo, um dos artistas participantes do projeto.

 Os encontros que ocorreram entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, foram conduzidos pelos/as artistas do Vale do Jequitinhonha: Luciano Silveira (ator e diretor teatral), Jorge Yago (músico, compositor e ator), Luiz Fernando Pereira dos Santos (percussionista, produtor musical e ator) Lorrane (atriz) e Warley Glender (artista e pesquisador e professor em dança), em intercâmbio   com os belo-horizontinos Bia Nogueira (atriz, cantora e diretora musical), Guê Oliveira (percussionista, cantora e pesquisadora), Kátia Aracelle (Reinadeira do congado de Oliveira e atriz), Rodrigo Cohen (cenógrafo, figurinista e ceramista) e Rodrigo Jerônimo (diretor teatral com foco em teatro musical brasileiro).

 

A cada encontro, foram apresentados processos de trabalho dos artistas em suas áreas, buscando intersecções, caminhos criativos e experimentações interdisciplinares. A investigação das diversidades sonoras dos tambores, dos cantos de trabalho e das pesquisas de linguagem e de objetos, atravessaram todos os encontros, aguçando percepções e incentivando a construção de uma ponte inventiva entre culturas.

 

Ao longo dos meses, o grupo de artistas se revezou na condução de processos criativos, tendo experimentado processos que atravessaram as linguagens cênicas, musicais, das artes plásticas e das culturas populares. Warley Glender em mais de um dia conduziu a movimentação de corpos no espaço, em ritmos variados. Bia Nogueira e Rodrigo Cohen conectaram a raiz ceramista do Vale do Jequitinhonha com a pesquisa de linguagem do Grupo dos Dez e da ACV, propondo, logo no primeiro encontro, práticas rítmicas com o barro e o tambor e que, ao serem associadas às vocalizações, logo revelaram a inspiração dos cantos de trabalho. No campo do teatro, Luciano Silveira, junto com Lorrane Nunes e Jorge Yago, integrantes da Companhia de Teatro Ícaros do Vale e Coral Araras Grandes, compartilharam seus processos de trabalho a mimese corpórea e a pesquisa de objetos. Guê Oliveira trouxe a sonoridade das enxadas e a história da luta pela terra e junto com Kátia Aracelle e Luiz Fernando propuseram conexões com os tambores do Reinado do Rosário e o batuque, investigando os pontos de convergência e as diferenciações, resultantes das adaptações da cultura afro em diferentes regiões do país, seja por meio dos ritmos, da construção de instrumentos, como patangome e a ginga ou da contação de histórias.

 

O intercâmbio contemplou ainda o contato com grupos de cultura popular, cabendo destacar o “Vilão”, da comunidade de São João de Baixo de Francisco Badaró, que ensinou danças folclóricas do Vale do Jequitinhonha; assim como o compartilhamento do grupo “Banzo”, da comunidade quilombola do Pega em Virgem da Lapa – MG. 

 

O grupo ainda visitou o Museu de Araçuaí, o Coral Trovadores do Vale e no distrito de Tocoiós (Francisco Badaró), teve vivências com Associação das Tecelãs e o coral Tocoiós, experimentando assim parte da intensa produção artística do Vale.

 

Todos/as artistas atravessaram essas experiências e partilharam reflexões que estão registradas no vídeo de encerramento do projeto.

 

Sobre a Associação Campo das Vertentes

 

A Associação Campo das Vertentes é um coletivo de artistas formalizado em 2008. Tem como objetivo atuar na formação, pesquisa e criação artística, identificar vocações, criar espaços de reflexão e vivências coletivas, gerando produtos artístico-culturais a partir do diálogo entre artistas experientes e artistas em formação, entre o indivíduo e a coletividade e entre diferentes culturas. Entendendo a diversidade cultural e artística como expressão da cultura brasileira, desde sua criação, a entidade desencadeia ações que tem como protagonistas artistas projetados por suas comunidades, sejam elas da capital ou do interior de estado, das periferias urbanas e das zonas rurais, do universo LGBTQIAPN+, das culturas de matrizes africanas e indígenas.

 

A Associação Campo das Vertentes – ACV aposta em processos dinâmicos e complexos com evidentes resultados que tem promovido, entre outros, o desenvolvimento de musicais brasileiros e a formação consistente de artistas que hoje atuam profissional e individualmente no contexto mineiro e nacional. Desde 2005, e mais intensamente após 2008, quando se constituiu enquanto entidade sem fins lucrativos, a ACV realiza projetos de formação artística integrada à montagem de espetáculos; de produção cultural; de memória e acervo; e pesquisa de linguagem, promovendo a investigação e difusão artística a partir das interseções entre a música, o teatro e a dança. São mais de 15 anos executando projetos que beneficiam milhares de pessoas e contribuem para a profissionalização de artistas.

 

A ACV acredita nas culturas do interior do país e da periferia das grandes cidades, entendendo que a arte contemporânea pressupõe uma ponte inventiva entre culturas de diferentes lugares, diferentes comunidades e tradições. Acredita também que a construção cultural cotidiana e sua expressão artística nasce do protagonismo de todas as raças e etnias, de todos os indivíduos em sua diversidade de gênero, de toda a comunidade LGBTQIAPN+, as mulheres, os mais velhos e as crianças. Mais informações sobre os projetos realizados estão disponíveis no site www.campodasvertentes.org e na rede social www.instagram.com/campo.das.vertentes

ENCONTRO DE COMPARTILHAMENTO

EVENTO DE ENCERRAMENTO DO FORUM DE CRIAÇÃO – 5ª edição

Araçuaí

Exibição do Vídeo do processo de criação, seguido de Bate-papo e performance musical

Dia:  27/02 – sexta-feira

Horário: 18h

Local: Cinema Meninos de Araçuaí

Praça Waldomiro Silva, N° 54 – Centro Velho – Araçuaí

 

Realização: Associação Campo das Vertentes e Ministério da Cultura / Governo Federal

Apoio: Instituto Bruta Flor

 

+informações: @campo.das.vertentes

www.campodasvertentes.org

instagram.com/campo.das.vertentes

 

Daniel Stone, repórter fotografico com DRT. Com experiencia em shows. Além de fotografar eventos sociais e ensaios fotograficos.

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