Bloco Afro Filhos de Oyá estreia no Carnaval de BH e convida a cidade para cortejo que celebra 24 anos da Casa de Candomblé Ilê Asé Omi Ogunsade na segunda-feira (16/2)

Bloco Afro Filhos de Oyá estreia no Carnaval de BH e convida a cidade para cortejo que celebra 24 anos da Casa de Candomblé Ilê Asé Omi Ogunsade na segunda-feira (16/2)

Dos cânticos e tambores da Casa de Candomblé Ilê Asé Omi Ogunsade, que completa 24 anos, nasce o Bloco Filhos de Oyá. Inspirado na trajetória, força, ancestralidade e acolhimento da Mãe de Santo Iyá Andréa de Oyá, o Bloco Filhos de Oyá é memória viva, onde tradição e contemporaneidade caminham lado a lado nesta relação matriarcal. A estreia no Carnaval acontece na Avenida Brasil (Avenida Sonorizada) na segunda-feira, 16, a partir das 9h. 

O Bloco Filhos de Oyá reafirma sua identidade como manifestação artística, ancestral e comunitária, celebrando e fortalecendo os laços entre terreiro, território e cultura pelos caminhos abertos por Exu. Para Mãe de Santo e Coordenadora Geral do Bloco Filhos de Oyá “a presença de toda a comunidade nesta festa é necessária para registrar a resistência perante a intolerância religiosa que tão firmemente os cultos de matriz africana são atacados.” 

Estrutura do Bloco

A direção musical e regência é assinada por Maurílio Rabello, o Badá. Percussionista há mais de 20 anos, Ogan do Candomblé e pesquisador das tradições afrodiaspóricas, Badá traz em sua trajetória o domínio dos ritmos afro-brasileiros e populares. Com passagens por blocos como Baianas Ozadas, Havayanas Usadas, Garota Eu Vou Pro Califórnia e Bloco Trem du Bão, ele soma sua experiência musical e espiritual para guiar os sons e tambores que impulsionam o cortejo. Na voz, Gabi Oliveira e Thata Ferreira são acompanhadas de uma bateria formada por 80 ritmistas, além de uma banda com seis músicos. 

Segundo Badá, o bloco nasce em um processo de fé e de força da matriarca reafirmando que o candomblé é família, ancestralidade e acolhe a todos. “Transformar em bloco aquilo que sempre esteve presente no axé de nossa casa: a coletividade, a música como elo, e a rua como espaço de resistência cultural e afirmação de nossa identidade”, afirma Badá.

Convidados especiais e setlist

Flávio Renegado, Makota Celinha, Madu Assis do Bloco do Bloco Trem du Bão e Gabriel de Moura do Bloco Orisamba, cujas trajetórias dialogam diretamente com a ancestralidade, a cultura negra e a potência política da música, são os convidados especiais. O repertório construído a partir de cantos ancestrais, MPB de matriz negra e ritmos afro-brasileiros que enaltecem Exu, os Orixás e os encantados, os terreiros e a cultura de rua em um setlist que tem músicas e cantos como Ponto de Oxóssi, de Mariene de Castro, Emoriô, eternizada na voz de Fafá de Belém, além de músicas do Olodum, Daniela Mercury, Gal Costa e Margareth Menezes, entre outros.

A primeira apresentação, enquanto bloco e fora do terreiro de candomblé, aconteceu em setembro do ano passado para reafirmar sua presença na cidade em resistência à crescente da intolerância religiosa. Fruto do trabalho contínuo das oficinas de percussão e dança realizadas na casa, o bloco se consolida como espaço de aprendizado, pertencimento e preservação da cultura afro-brasileira.

A concentração será às 8h, com saída às 9h e dispersão prevista para às 14h. O local de concentração é a Avenida Brasil, número 1.285, com percurso pela Avenida Brasil entre o número 1.285, na Praça Tiradentes, e o número 883, no Colégio Arnaldo. A previsão de público é de 10 mil pessoas, segundo a Belotur.

O projeto conta com parceria institucional da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, por meio da Belotur.

Sobre a Casa de Candomblé Ilê Asé Omi Ogunsade

O Ilê Asé Omi Ogunsade é uma Casa de Candomblé sob a liderança matriarcal da Iyá Andréa de Oyá desde 2001. Localizada em Venda Nova em Belo Horizonte, o Terreiro realiza ações culturais abertas ao público, como o Gastro Asé, oficinas de samba e acarajé, aulas de atabaque e samba, além do projeto Papos de Terreiro, que promove encontros sobre temas como Arquétipos dos Orixás, passos iniciais no Candomblé dentre outros temas.

Desde seu início, o terreiro realiza festividades públicas em defesa da memória ancestral e do patrimônio afrodiaspórico, como as festas de Ogun, Oyá, Olubajé e Águas de Oxalá. A atuação política da casa inclui participação em ações contra a intolerância religiosa. Em 2024, durante a celebração dos 23 anos do Ilê, a Casa dá mais um passo para reafirmar sua existência na capital mineira: a criação do Bloco Afro Filhos de Oyá, fruto das oficinas de percussão e dança, com a direção geral de Iyá Andréa de Oyá e regência e direção musical de Maurílio Rabello (Badá).

 

SERVIÇO 

BLOCO AFRO FILHOS DE OYÁ “EXU CAMINHOS ABERTOS” ESTREIA NO CARNAVAL DE BH

Quando: Segunda-feira, 16/2

Concentração às 8h Saída às 9h

Dispersão às 14h

Onde: Concentração: Avenida Brasil, nº 1.285 (Praça Tiradentes) com Percurso até Avenida Brasil, do nº 1.285 ao nº 883 (Colégio Arnaldo)

Previsão de público. 10 mil pessoas

Ritmos: Afro-brasileiros, toques de candomblé, percussão ancestral e cantos tradicionais

Daniel Stone, repórter fotografico com DRT. Com experiencia em shows. Além de fotografar eventos sociais e ensaios fotograficos.

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