Hospitais filantrópicos 100% SUS alertam para agravamento do colapso após reunião sem encaminhamentos no Ministério do Trabalho

Hospitais filantrópicos 100% SUS alertam para agravamento do colapso após reunião sem encaminhamentos no Ministério do Trabalho

A Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas) e os sete hospitais filantrópicos 100% SUS de Belo Horizonte que integram o movimento Luto pela Saúde informam que a reunião realizada nesta segunda-feira (02/02) no Ministério do Trabalho terminou sem qualquer encaminhamento concreto, mantendo e agravando o cenário de colapso assistencial já instalado na capital.
Apesar da gravidade da situação, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) não enviou representantes com poder de decisão. Houve apenas a presença de um procurador, sem autonomia para apresentar propostas, cronograma ou solução emergencial, o que frustrou a expectativa de avanço e evidenciou a ausência de compromisso efetivo da PBH com a crise hospitalar.
Durante a reunião, foi reiterado que os hospitais enfrentam falta absoluta de previsibilidade e transparência nos repasses, com impactos diretos na assistência: dificuldades para pagamento de salários, benefícios básicos como vale-transporte, interrupção do fornecimento de insumos e risco concreto de restrição de atendimentos e internações por critérios técnicos e éticos.
Os hospitais também reforçaram que a PBH segue divulgando números globais da rede municipal de saúde como se correspondessem aos repasses destinados às sete instituições que integram o movimento Luto pela Saúde, além de omitir o montante que permanece em aberto, o que não reflete a realidade. Mesmo após os repasses anunciados pelo Município, permanece em aberto um passivo de mais de R$ 91 milhões com os sete hospitais do movimento, valor já vencido e não quitado.
Essa prática distorce a informação, confunde a sociedade, induz a imprensa ao erro e mascara o colapso assistencial, que já se traduz em comprometimento de estoques de medicamentos, OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) e outros insumos essenciais à segurança dos pacientes.
Diante da inexistência de solução, da ausência da PBH na reunião e da manutenção do passivo, a Federassantas e os hospitais alertam que a situação se torna ainda mais grave com a proximidade do Carnaval, período de aumento expressivo da demanda por atendimentos de urgência e emergência em Belo Horizonte.
Os hospitais filantrópicos 100% SUS reafirmam que o colapso assistencial não é uma ameaça futura, mas uma realidade em curso, e cobram providências imediatas, concretas e transparentes por parte da Prefeitura de Belo Horizonte, incluindo a quitação dos valores em aberto e a regularização do fluxo de pagamentos.
Sem isso, permanece comprometido o direito da população ao atendimento pelo SUS.
 
Fonte para entrevista: Kátia Rocha – presidente da Federassantas 

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