Fevereiro no Cine Graciano: Para curtir BH para além do Carnaval, o Cine Graciano apresenta sessões que celebram a mineiridade, homenageiam Lô Borges e sessões infantis

Fevereiro no Cine Graciano: Para curtir BH para além do Carnaval, o Cine Graciano apresenta sessões que celebram a mineiridade, homenageiam Lô Borges e sessões infantis

Belo Horizonte é uma cidade encantadora! Eleita pela Unesco em 2019 como Cidade Criativa da Gastronomia, a capital mineira une boa comida ao tão celebrado acolhimento mineiro, ao intenso circuito de festas, festivais, das artes e dos mercados, tornando-se um destino cada vez mais atrativo no Brasil e no mundo. Segundo a Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), durante o Carnaval, a cidade é o quinto destino mais procurado por estrangeiros. Para somar a intensa agenda cultural da capital mineira no mês de fevereiro, o Cine Graciano convida para um pulinho em sua instalação no coração da Lagoinha.

 

Que tal um pulinho no cinema nesta primeira semana de fevereiro?

 

Na sessão da tarde, às 15h, desta quinta-feira (5/2) leva à tela um conjunto filmístico imperdível para as crianças com animações na Mostra Cinema de Brinquedo. Faz parte da sessão o filme Noé e o Escafandro, de Rodrigo Vulcano e Fernando Galeane, Noé é um menino criado dentro de um escafandro durante suas andanças, que percebe que o mundo é maior a cada passo que dá. Na sequência Diafragma, de Robson Cavalcante. A narrativa apresenta o menino criativo Carlos que sempre considerou seus olhos como sua maior fonte de diversão, mas após descobrir que possui diabetes, entende que precisará ser resiliente para enfrentar a cegueira.

 

A sessão ainda exibe Coelhitos e Gambazitas de Thomas Larson e A menina Corina em: quantos mundos cabem em um mundo só? de Luciellen Castro. Em Coelhitos e Gambazitas, uma história de pais cansados e crianças entediadas entre coelhos, gambás, dispositivos eletrônicos e pilhas de louça para lavar, enquanto em A menina Corina em: quantos mundos cabem em um mundo só? O curta-metragem de stop motion levanta temas como identidade, família, amizade e representatividade ao acompanhar a personagem principal Corina da infância à fase adulta.

Sessão comentada – quinta-feira, 5/2, às 19h

 

Na sessão das 19h, o público poderá assistir na quinta-feira (5/2) uma ode às raízes mineiras com dois curtas que tratam de fé, folia e tradição: Entre Orações e Montanhas – O Legado das Benzedeiras e Benzedores, de Danilo Candombe; e Folia dos Anjos, de Kdu dos Anjos.

 

O documentário Entre Orações e Montanhas explora as práticas ancestrais de benzeção no Médio e Baixo Espinhaço, em Minas Gerais, onde natureza e espiritualidade se fundem em um patrimônio cultural único. Já no filme Folia dos Anjos, o diretor busca revisitar as memórias de sua família paterna, respondendo a um pedido de sua avó, dona Neném. A ‘Folia dos Anjos’ narra a história da festa enraizada na cultura e experiência das pessoas. Violões, pandeiros, caixas, rabecas, homens e mulheres, com muita devoção caminham por seis noites consecutivas, entoando cânticos e rezando de casa em casa, inspirados pela narrativa bíblica dos três reis magos e sua visita ao recém-nascido Jesus.

 

A Sessão será comentada pelos diretores Danilo Candombe e Kdu dos Anjos, com a participação de Wanderlei Alves dos Anjos com mediação de Pai Ricardo.

 

Semana 2

Sessão especial para os amantes do Clube da Esquina – terça-feira (10/02)

 

Na terça-feira, 10, às 19h, na tela do Cine Graciano, o documentário Nada Será Como Antes, de Ana Rieper, em homenagem a Lô Borges e ao movimento que transformou os caminhos da música mineira. O filme é um mergulho intenso no universo dos fundadores, parceiros e compositores da aclamada formação musical mineira Clube da Esquina.

 

O álbum Clube da Esquina é considerado por muitos críticos musicais como um dos melhores de todos os tempos. Milton Nascimento, Lô Borges – então com 16 anos – e músicos do porte de Nivaldo Ornelas, Toninho Horta, Beto Guedes, Robertinho Silva e Wagner Tiso criaram uma sonoridade única, que ajudou a transformar a música brasileira e mundial. Com depoimentos de boa parte desse time de artistas, o documentário mergulha em sua musicalidade para entender como referências musicais diversas e influências de paisagens, histórias e poesia refletiram em cada um deles e na música que criaram.

Na quinta-feira, 12/02, e na terça-feira, 17/02, não haverá sessões.

Semana 3

 

Logo depois do Carnaval, a sessão da tarde, do dia 19/02, às 15h, tem mais uma para as crianças com animações da Mostra Cinema de Brinquedo. Em Lulina e a Lua, de Alois Di Leo, Marcus Vinícius Vasconcelos, Lulina desenha seus maiores medos sobre o branco infinito do solo da Lua. Magicamente, suas ilustrações ganham vida, revelando que os monstros que assombram seus pensamentos são, na verdade, menos aterrorizantes do que a sua imaginação os pintava. Na sequência, Ária, de Arthur P. Motta, traz a narrativa de Ária, uma garota surda que estuda numa escola de música com o auxílio de um implante coclear. Apesar de talentosa, ela não se adapta à escola devido ao bullying que sofre de seus colegas, em especial de um garoto. Com a ajuda de seu pássaro de estimação, ela começa a perceber que a música vai além da sala de aula e da audição, envolvendo todos os seus sentidos.

 

Ainda nesta sessão da tarde, Pororoca, de Fernanda Roque e Francis Frank. A animação é uma adaptação do texto “A inacreditável história do pescador” de T. Dalpra Jr. Pororoca é fruto do amor entre a Baleia e o Peixe-boi em uma metáfora do agitado e caudaloso encontro da água do mar com a água do rio. E fechando a sessão, o filme O Gato da Minha Irmã. A animação tem como direção as crianças e Adolescentes da CAOCA, Instituto Marlin Azul e conta a história de João Carlos, um menino de 10 anos que, ao sair de casa em busca da irmã desaparecida, enfrenta uma jornada de perigos e descobertas.

 

Sessão 19/02 – Curtas-Metragens Brasileiros – Fantasia, Fama & Fetiche

 

Já na sessão das 19h fantasia, fama e fetiche com uma seleção de três curtas-metragens de Distrito Federal, Alagoas e Rio de Janeiro: Sua Imagem na Minha Caixa de Correio; Samuel Foi Trabalhar; e Vollúpya, respectivamente.

Em Sua Imagem na Minha Caixa de Correio, o diretor Silvino Mendonça experimenta com a linguagem de tal maneira que faz com que as memórias de uma cinefilia do início dos anos 2000 sejam, ao mesmo tempo, íntimas e coletivas. A narrativa apresenta os leitores de uma revista brasileira de cinema que trocam cartas entre si. Nelas, compartilham notícias sobre filmes aguardados, além de desabafos e confissões.

Samuel Foi Trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento, trata-se de uma sátira social que, ao discutir um sistema tão distópico quanto o capitalismo selvagem, paradoxalmente o filme consegue transformar o que seria um pesadelo em um enredo que se desenvolve de maneira estranhamente reconfortante. Em Vollúpya, estrelado por Lorre Motta e Zélia Duncan, recria o universo queer de uma boate famosa em Niterói na década de 90. Os diretores Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr., dois pesquisadores em gênero e sexualidade, resgataram imagens inéditas deste espaço e combinaram com uma inesperada ficção científica para articular o presente e o passado. Deste modo, refletem sobre a maneira como preservamos a nossa memória.

 

Semana 4 – Semana Anavilhana

 

Para fechar o mês, a semana será toda dedicada à filmes da Anavilhana, uma produtora mineira formada apenas por mulheres em um trabalho que completa 20 anos com reconhecimento internacional.

Na terça-feira, às 19h, Praia Formosa, dirigido por Julia de Simone, a narrativa de ficção conta a história de Muanza, uma mulher natural do Reino do Congo, foi traficada para o Brasil em meados do século XIX. Em um entrelaçamento de tempos, o filme testemunha a vida que emerge dos espaços da cidade, os gestos de resistência frente à desterritorialização forçada e os afetos que sustentam as relações de irmandade.

 

Na quinta-feira, às 15h, a sessão da tarde tem a exibição de A Cidade Onde Envelheço, dirigido por Marília Rocha. Francisca é uma jovem portuguesa que mora há um ano no Brasil. Ela recebe Teresa, uma antiga conhecida com quem já tinha perdido contato. O filme acompanha as aventuras de cada uma pela cidade e a profunda amizade que nasce entre elas, obrigando-as a lidar com desejos simultâneos e opostos: a vontade de partir para um país desconhecido e a saudade irremediável de casa.

 

Para fechar o fevereiro no Cine Graciano, na quinta-feira, 19h, Suçuarana, dirigido por Clarissa Campolina e Sérgio Borges. Dora passou os últimos anos percorrendo um território arruinado pela mineração, em busca de uma terra perdida sonhada por ela e por sua mãe. Carrega consigo uma foto antiga com o nome Suçuarana, única pista desse lugar mítico onde ela imagina que possa encontrar pertencimento. guiada por um misterioso cachorro, encontra refúgio em uma vila de trabalhadores de uma fábrica abandonada, que vivem em coletividade. a cada novo encontro, seu destino parece sempre um pouco mais distante.

 

Serviço

05/02 (quinta-feira)
• 15h – Sessão infantil | Mostra Cinema de Brinquedo
Noé e o Escafandro (Rodrigo Vulcano e Fernando Galeane); Diafragma (Robson Cavalcante); Coelhitos e Gambazitas (Thomas Larson); A Menina Corina em: Quantos Mundos Cabem em um Mundo Só? (Luciellen Castro)

• 19h – Sessão comentada | Fé, folia e tradição mineira
Entre Orações e Montanhas – O Legado das Benzedeiras e Benzedores (Danilo Candombe); Folia dos Anjos (Kdu dos Anjos)

11/02 (terça-feira)
• 19h – Sessão especial Clube da Esquina
Nada Será Como Antes (Ana Rieper)

19/02 (quinta-feira)
• 15h – Sessão infantil | Mostra Cinema de Brinquedo
Lulina e a Lua (Alois Di Leo e Marcus Vinícius Vasconcelos); Ária (Arthur P. Motta); Pororoca (Fernanda Roque e Francis Frank); O Gato da Minha Irmã (CAOCA / Instituto Marlin Azul)
• 19h – Curtas-metragens brasileiros | Fantasia, Fama & Fetiche
Sua Imagem na Minha Caixa de Correio (Silvino Mendonça); Samuel Foi Trabalhar (Janderson Felipe e Lucas Litrento); Vollúpya (Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr.)

Semana Anavilhana | 24 e 26/02
• 24/02 (terça-feira), 19h – Praia Formosa (Julia de Simone)
• 26/02 (quinta-feira), 15h – A Cidade Onde Envelheço (Marília Rocha)
• 26/02 (quinta-feira), 19h – Suçuarana (Clarissa Campolina e Sérgio Borges)

Cine Graciano

Rua Itapecerica, 468, Lagoinha
Entrada gratuita (Sem retirada de ingressos. É só chegar!)
Informações: instagram.com/filmederua

Publicar comentário

Você pode ter perdido