Espetáculo O Belo Indiferente em cartaz no Teatro Da Assembleia

Espetáculo O Belo Indiferente em cartaz no Teatro Da Assembleia

O espetáculo O Belo Indiferente está em cartaz no Teatro da Assembleia  nos dias 06 e 07 de dezembro. O texto é de Jean Cocteau, com direção de Jair Raso.

O Belo Indiferente, peça escrita por Jean Cocteau e representada pela primeira vez em 1940 por Edith Piaf, agora ganha os palcos na interpretação de Joselma Luchini.

Em cena, a complexidade dos afetos, a violência contra a mulher e o lugar que a violência psicológica pode ocupar em uma relação abusiva e tóxica. Este texto icônico de Jean Cocteau transcende o tempo, e sua dramaturgia revela as profundezas do amor e da indiferença entre um casal em um jogo de emoções.

Essa montagem nasceu durante a pandemia, a partir do desejo da atriz Joselma Luchini em interpretar a personagem Edith, uma mulher submersa na indiferença de seu par amoroso. A direção de Jair Raso fez um recorte na questão da violência presente no texto. Nesta leitura contemporânea, o foco é dirigido para o lugar que a violência psicológica pode ocupar em uma relação amorosa. Nos meandros da trama, provoca-se a desconstrução da mulher, que se transforma em uma sombra do que foi, a partir do mergulho em uma relação abusiva e tóxica.

Venha se encontrar com a poesia e a intensidade dessa obra atemporal, um convite para refletir sobre os relacionamentos humanos e a complexidade dos afetos.

Uma noite de teatro que ficará gravada na sua memória, um espetáculo que transforma noite em luz!


Do Diretor – Jair Raso

“Jean Cocteau (1889-1963) foi um artista à frente de seu tempo; embora este texto seja de 1940, parece ter sido escrito especialmente para os dias de hoje. Em nossa leitura, o texto trata da violência psicológica contra a mulher. Esse tipo de violência nem sempre é percebida como tal. Menos ainda é reportada. Desnudar esse tipo de violência foi o grande propósito dessa montagem. O processo civilizatório passa pela depuração de nosso lado animal. Temos dentro de nós uma besta, presa por um fio tênue, pronta e capaz de se manifestar. Quando ela aparece de forma reativa, suas causas e efeitos são fáceis de serem percebidos. Entretanto, somos um animal sofisticado, capaz de pensar uma agressão velada, dissimulada e destrutiva como a indiferença. Amarrar cada vez mais esse animal violento faz parte da construção do humano. Para além da questão central da peça, a indiferença do Belo, buscamos a beleza da forma, não só para amenizar o desconforto do assunto, mas também para prestar homenagem ao grande artista que foi Cocteau. Dedico essa peça a todas as mulheres que, em movimentos ou ações singulares, combatem a violência.”

Da Atriz – Joselma Luchini

“Foram necessários 45 anos de dedicação ao teatro para que me fosse concedida a honra e a glória de viver essa personagem com a força e entrega que ela merece. Parafraseando Jean Cocteau: ‘Esse monólogo transforma noite em luz’.”

Da Assistente de Direção – Andréa Raso

“Estranhamento. Onde e quando se dá essa história? Em qualquer tempo ou lugar. Um par que pode ser qualquer par, a despeito de questões de gênero, raça, crença, idade ou ligações afetivas. Um figurino que abre espaço para escancarar o animalesco que existe no humano – quando em pelo – desprovido de disfarces para exercer sua tarefa de desconstrução do outro. Um encontro com o grito cruel presente na indiferença e que lança para o profundo desamparo aquele que se torna uma sombra de si mesmo.”


Sobre: Joselma Luchini

Atriz com uma vida dedicada ao teatro. Em seu vasto currículo, protagonizou peças de autores como Nelson Rodrigues, Ronaldo Boschi, Ariano Suassuna, Eugene Gladston O’Neill, Pedro Porfírio, Cecília Meireles, Lúcio Cardoso e outros. Dirigiu e adaptou para o teatro: Bom Crioulo de Adolfo Caminha, Sermão da Sexagéssima de Padre Vieira; Antes do Baile Verde de Lygia Fagundes Telles; A Estrela Sobe de Marques Rebelo; Contos de Aprendiz de Carlos Drummond de Andrade; A Carteira do Meu Tio de Joaquim Manuel de Marcedo; Crônica da Casa Assassina de Lúcio Cardoso; O Conto da Mulher Brasileira de Edla Van Steen; São Bernardo de Graciliano Ramos; A Alma Encantadora das Ruas de João do Rio; Maira de Darcy Ribeiro; Papéis Avulsos de Machado de Assis; Ponciá Vicêncio de Conceição Evaristo; Viagem de Cecília Meireles. No teatro infantil, é ganhadora de vários prêmios como melhor atriz. Escreveu e publicou quatro livros infantis. Com seus personagens “Jojô e Palito”, deixa sua marca incontestável no teatro infantil.

Sobre: Jair Raso

Comemorando este ano quarenta anos de carreira, Jair é médico, neurocirurgião, mestre e doutor em cirurgia, membro da Academia Mineira de Medicina, sendo também bacharel em Filosofia. Dramaturgo, escritor, diretor, produtor e iluminador, atua na área de artes cênicas desde 1976, tendo mais de 17 peças de sua autoria encenadas, dentre as quais “Chico Rosa”, “A Corda e o Livro” e “Maio, antes que você me esqueça”. É diretor do Teatro Feluma em Belo Horizonte e sócio da Med&Cena Produções.

Seu trabalho é reconhecido, tendo sido premiado diversas vezes: Prêmio Sesc/Sated Iluminação do espetáculo Vem Buscar-me que ainda sou teu, de Carlos Alberto Soffredini, direção de Kalluh Araújo, 1987; Prêmio Sinparc/ Bonsucesso, melhor texto, Três Mães, 2002; Prêmio Funarte Miriam Muniz, texto A Corda e o Livro, 2005; Troféu Conexão Cultural, Destaque Dramaturgia, texto A Corda e o Livro, 2008; Prêmio Sinparc/ Copasa, melhor texto, Memórias em Tempos Líquidos, 2013; Prêmio melhor iluminação, Mar & Ana, Festival Nacional de Teatro de Varginha, 2014.


Serviço

  • Temporada: Novembro e Dezembro de 2025
  • Local: Teatro da Assembleia
  • Endereço: Rua Rodrigues Caldas, 30 – Santo Agostinho, Belo Horizonte
  • Classificação Etária: 14 anos

Datas e Horários

  • Dezembro: dias 06 (sábado), às 20h, e 07 (domingo), às 19h.

Ingressos

  • Inteira: R$ 60,00 (sessenta reais)
  • Meia Entrada: R$ 30,00 (trinta reais)

Venda de Ingressos:

  • Site do Sympla
  • Na bilheteria do Teatro da Assembleia (60 minutos antes do espetáculo)

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