Bronka lança “Bronka Sucks Vol. 2” e aprofunda diálogo entre funk periférico e música eletrônica global
Natural de Montes Claros (MG) e radicado em Frankfurt, na Alemanha, o DJ e produtor Bronka lança Bronka Sucks Vol. 2. O projeto marca um novo capítulo em sua pesquisa sonora, aprofundando a inserção do funk periférico brasileiro nas estruturas da música eletrônica internacional. Ouça aqui!
Radicado na Alemanha, Bronka vem consolidando sua presença em alguns dos espaços mais relevantes da cena eletrônica internacional. O artista já se apresentou duas vezes no Fabric, em Londres, passou pelo festival Down The Rabbit Hole, na Holanda, e apresentou um set no Boiler Room. Em 2025, realizou a “Bronka Hates Tour”, com shows esgotados em Berlim, Londres e Colônia, além de uma nova data em Amsterdã. Na Ásia, realizou turnês por países como Filipinas, Tailândia, Singapura, China, Coreia do Sul, Indonésia, Vietnã e Malásia, com destaque para três apresentações esgotadas no Apotheka Manila, um dos principais clubs da capital filipina.
Em Bronka Sucks Vol. 2, o produtor aprofunda as trocas culturais iniciadas em suas turnês internacionais, incorporando colaborações com artistas de diferentes territórios e reafirmando sua proposta de transformar o funk em linguagem global de pista.
Cada faixa do EP foi construída em um país diferente, ao lado de produtores, refletindo diretamente as experiências vividas por Bronka em suas turnês internacionais. “Toma Karen” nasceu na Coreia do Sul, em colaboração com APRO; “Volt Mix Makati” foi produzida nas Filipinas com Marco Pedro; “Volt Mix Ácido” surgiu na Indonésia ao lado de Dave Nunes; “Bota a Mão” foi desenvolvida na Tailândia; e “Pente Riddim” também foi construída na Coreia do Sul, em parceria com Straydog Salazar. O resultado é um projeto que carrega geografias distintas em sua própria arquitetura sonora.
“O funk tem uma energia muito específica e, quando ele encontra o house ou o acid, acontece algo que não dá pra prever. É essa tensão que me interessa.” comenta o produtor e DJ.
O título do projeto mantém o tom irônico que marcou o primeiro volume. A identidade visual segue dialogando com o universo do futebol – camisas de time, tipografia esportiva e estética de arquibancada – reforçando a presença da cultura brasileira no contexto da eletrônica internacional.
“O nome ‘Bronka Sucks’ veio meio na brincadeira. Eu sou muito chato com detalhe e meus amigos falam isso o tempo todo. Eu só resolvi transformar em projeto”, completa o artista.
Entre Minas Gerais e Frankfurt, Bronka consolida sua atuação como um dos nomes da música eletrônica brasileira em circulação no circuito global, ampliando o alcance da estética periférica nacional em clubs e festivais internacionais.
Faixa a faixa – Bronka Sucks Vol. 2
1. Toma Karen (feat. MC Fabinho da Osk, APRO)
A faixa nasceu durante uma sessão em estúdio na Coreia do Sul, quando Bronka apresentou ao produtor sul-coreano APRO a lógica da distorção dentro do funk. A partir de um kick, os dois começaram a explorar como a distorção poderia funcionar como instrumento, não apenas na base, mas também no synth principal, que ganha uma textura mais suja e menos polida. A track sintetiza a proposta central do EP: inserir o funk dentro da estrutura do house sem suavizar sua identidade.
2. Bota a Mão Novinha (com LXKS)
Construída a partir da interpolação de uma das faixas favoritas de hip hop de Bronka e LXKS, a música combina essa referência com uma estrutura mais pesada e direta, inspirada em produções de pista como as de Novin Yarp e Petrus. O resultado é uma faixa que tensiona memória e peso, conectando influências do hip hop a uma arquitetura voltada para o club.
3. Levanta a Mão
Em “Levanta a Mão”, o volt mix encontra elementos de acid. A faixa foi influenciada por projetos ligados à cultura rave, como Speedtest Rave, mas ganhou ajustes estruturais pensados para funcionar fora do Brasil. A mudança na construção rítmica faz com que a música dialogue com pistas internacionais sem perder a identidade do volt mix.
4. Volt Mix Makati Gostosinho
Com marcação de precision bass tradicional e uma atmosfera mais chill, a faixa trabalha a dinâmica de pergunta e resposta entre baixo e synth – influência direta de DJ Tonias. O resultado é uma track que mantém o groove brasileiro dentro de uma estética mais minimal e controlada.
5. Pente Riddim (com Straydog Salazar)
“Pente Riddim” nasce do encontro entre o funk ritmado e a estrutura de batida angolana — assinatura de Straydog Salazar. A faixa conecta duas expressões da diáspora africana: a presente na Europa e a que se desenvolveu no Brasil. O resultado é uma construção frenética do início ao fim, marcada por tensão e energia contínua.
FICHA TÉCNICA
Toma Karen — colaboração com APRO, na Coreia do Sul
Voltmix Makati — colaboração com Marco Pedro, nas Filipinas
Voltmix Ácido — colaboração com Dave Nunes, na Indonésia
Bota a Mão — produzida na Tailândia
Pente Riddim — colaboração com Straydog Salazar, na Coreia do Sul
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