QUIK Cia de Dança abre celebração de 26 anos com “Encontro de Improvisadores”, no Teatro Marília

QUIK Cia de Dança abre celebração de 26 anos com “Encontro de Improvisadores”, no Teatro Marília

No dia 22 de setembro, terça-feira, a partir das 19h, a Quik Cia de Dança estreia, no Teatro Marília, o “Encontro de Improvisadores – uma nova criação se faz agora” – que celebra a trajetória de 26 anos de uma das principais referências das artes cênicas mineiras. O novo trabalho propõe três encontros de improvisação, abertos ao público, com participação dos anfitriões fundadores da companhia, Letícia Carneiro e Rodrigo Quik (ex-Grupo Corpo), e bailarinos convidados de diferentes gerações e trajetórias: Guilherme Morais, Heleno Carneiro, Marise Dinis e Raquel Pires. Os artistas improvisam acompanhados ao vivo pelos músicos Gladson Braga, Thiago Miotto e Rodrigo Salvador e pelo iluminador Geraldo Otaviano. A  provocação artística é da bailarina Marise Dinis.

 

Serviço – Os encontros acontecem em três diferentes espaços da cidade: dia 22/09, terça, às 19h, no Teatro Marília (Centro), dia 26/09, sábado, às 16h, na Praça Floriano Peixoto (Santa Efigênia) e encerram no dia 3/10, sábado, às 17h, Com. Vida – casa das artes  Sede da Quik Cia de Dança (Nova Lima/ MG). Para as sessões dos dias 22/09 e 3/10, a entrada é gratuita mediante retirada pelo Sympla, ou então, na bilheteria do teatro – duas horas antes no caso do Teatro Marília e trinta minutos antes da sessão, no caso da sede da Quik, em Pasárgada. Na Praça Floriano Peixoto (26/09), o  acesso será gratuito. A classificação indicativa dos encontros é de 12 anos. Duração: 50 minutos. +Info.: @quikciadedanca. Este projeto é viabilizado pela Lei Aldir Blanc – Estado de Minas Gerais (Edital 6 – Produção de Obras).

 

Segundo um dos fundadores da companhia, Rodrigo Quik, a proposta “não é celebrar as mais de duas décadas de história com o formato tradicional de temporada. Queremos manter o corpo e a cena em permanente estado de processo, pesquisa e criação viva. A inquietação é uma característica muito forte da Quik. Ao longo desses 26 anos, temos buscado permanentemente nos provocar para não cair no lugar comum e na acomodação. É uma forma de manter vivo o desejo de criar, de continuar descobrindo e de nos surpreender com aquilo que fazemos”, diz.

 

O formato do “Encontro de Improvisadores” não é inédito no histórico da Quik Cia de Dança. A linguagem do improviso já integra a pesquisa contínua do grupo, desde 2008, quando Letícia e Rodrigo reuniram pela primeira vez artistas de diversas áreas para improvisar. Agora, no 26º aniversário, o projeto ressurge amadurecido, conectando o legado e o repertório acumulado com a criação viva e o risco da cena no tempo presente.

 

“A maturidade vem com o tempo. É preciso exercitar o respeito, a compreensão e a capacidade de dar espaço ao outro. Existe uma potência muito grande em nos conhecermos tão profundamente na vida e na cena. Tivemos uma formação em comum, durante muitos anos no Grupo Corpo, e isso nos deu uma bagagem artística compartilhada. Depois atravessamos juntos a criação dos filhos, a construção da companhia, as dificuldades e muitas conquistas”, comenta Letícia Carneiro. O bailarino Rodrigo Quik concorda que a permanência da parceria se dá pela escuta e completa que “a história compartilhada é uma das nossas maiores riquezas”, afirma.

 

Revisitando espetáculos do repertório

As improvisações do projeto foram norteadas a partir da revisitação de obras do repertório – algumas realizadas no espaço público e outras no palco -, como “Rua”, “Formas e Linhas” e “Tecituras” que marcaram a trajetória da Quik. Em “Rua” (2001) – trabalho de estreia da companhia e um dos mais apresentados na trajetória do grupo, por diversas capitais brasileiras, os artistas exploram diferentes cenas e situações que poderiam acontecer na rua, transitando por olhares cômicos, lúdicos, dramáticos e até violentos. Dirigido por Rodrigo Quik, a obra teve provocação artística de Regina Advento, que integrou por muitos anos a companhia de Pina Bausch.

 

Com trilha sonora criada especialmente para o espetáculo pelo grupo O Grivo, “Formas e Linhas” (2006) é uma obra de forte caráter estético e minimalista, construída a partir da precisão das formas, do espaço, do movimento e da relação entre corpo, cenografia e música. Em cena, os artistas dançam dentro de um grande cubo tridimensional, recortado por diversos elásticos pretos que criavam linhas, formas e novos espaços dentro da própria cenografia. Já “Tecituras” (2014) aprofunda a pesquisa da Quik ligada à improvisação estruturada e às relações entre dança, música ao vivo, arquitetura e espaços públicos e abertos, como ruas, praças e parques.

 

Durante o “Encontro de Improvisadores”, os espetáculos do repertório funcionam como motores de provocação e inspiração para composições inéditas e efêmeras. Os bailarinos e músicos exploram a improvisação em tempo real, rompendo hierarquias entre corpo, som, luz e plateia. Segundo a bailarina e parceira do grupo Marise Dinis, o processo foi conduzido a partir das potências de cada trabalho. “Entre conversas e experimentos, fomos percebendo as potências de cada trabalho. Propus elementos cênicos e sonoridades para que iluminadores e músicos também pudessem criar junto com os bailarinos. Importante destacar que não é uma reprodução, mas uma reconstrução de cada obra a partir da improvisação. É a obra, porém mais borrada, como se a gente colocasse uma lente para revê-la”, comenta a  provocadora Marise Dinis.

 

Encontro de gerações e trajetórias

Nesta edição do “Encontro de improvisadores” a proposta é promover o encontro e a troca de experiências entre diferentes trajetórias e idades na cena.

 

“Quisemos que essa retomada não fosse apenas uma repetição do passado. Por isso, trouxemos, além dos parceiros, artistas de outras gerações e pessoas que ainda não haviam participado dos encontros. O Heleno Carneiro, por exemplo, nosso filho, é o mais jovem do grupo com 28 anos e representa uma geração mais nova de bailarinos que está atuando hoje.  Para  nós, esse encontro entre pais e filho no palco simboliza o afeto, a continuidade criativa e o entrelaçamento entre vida, corpo e arte que marcam nossos 26 anos  da  Quik”, comenta Letícia.

 

Também participam os músicos Rodrigo Salvador e Thiago Miotto, parceiros de longa data do grupo e Gladson Braga, que traz uma nova perspectiva para esse diálogo.  Outro artista da companhia é o iluminador Geraldo Ottaviano, parceiro de longa trajetória da Quik, desde os primeiros Encontros de Improvisadores, entre 2008 e 2010. “Essa mistura de gerações nos interessa muito: colocar lado a lado experiências, idades, trajetórias e modos diferentes de pensar e fazer arte”, completa Rodrigo Quik.

 

No último mês de agosto, a Quik realizou uma sessão de pré-estreia do projeto “Encontro de Improvisadores” durante o Festival Quatro Estações, no C.A.S.A. – Centro de Arte Suspensa e Armatrux (Nova Lima), com participação dos bailarinos Cristiano Reis, Heleno Carneiro, Letícia Carneiro, Marise Dinis, Raquel Pires e Rodrigo Quik, acompanhados ao vivo pelos músicos Gladson Braga e Rodrigo Salvador e o iluminador Geraldo Octaviano

 

Ficha Técnica do Projeto

Direção Geral: Letícia Carneiro

Artista Provocadora: Marise Dinis

Bailarinos: Cristiano Reis, Guilherme Morais, Heleno Carneiro, Letícia Carneiro, Marise Dinis, Raquel Pires e Rodrigo Quik

Músicos ao Vivo: Gladson Braga, Thiago Miotto e Rodrigo Salvador

Iluminação: Geraldo Octaviano

Assistente de Produção e Design Gráfico: Heleno Carneiro

Assessoria de Imprensa: Rizoma Comunicação e Arte

Gestão de Redes Sociais: Letícia Eline

Produção Executiva: Rodrigo Quik

Fotografia: Ilana Lansky

Gestão Financeira: Notom Produções Artísticas

Realização: Quik Cia de Dança

Daniel Stone é repórter fotográfico com DRT, com sólida experiência na cobertura de shows e eventos. Atua também na fotografia de eventos sociais e ensaios fotográficos, destacando-se pelo olhar atento e pela capacidade de registrar emoções autênticas.

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