Mercado de lotes cresce 22,7% em MG e movimenta R$ 1,3 bilhão no semestre

Mercado de lotes cresce 22,7% em MG e movimenta R$ 1,3 bilhão no semestre

O mercado de loteamentos teve alta de 22,7% nas vendas do primeiro semestre, diz estudo. Foto: Unsplash.

O mercado de loteamentos em Minas Gerais registrou crescimento nas vendas no primeiro semestre de 2026. Segundo estudo da Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano de Minas Gerais (Aelo-MG), elaborado pela Brain Inteligência Estratégica, em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG) e com o Sindicato da Habitação de Minas Gerais (Secovi-MG) foram comercializados 5.160 lotes entre janeiro e junho, alta de 22,7% em relação às 4.206 unidades vendidas no mesmo período de 2025. Em valor geral de vendas (VGV), o mercado movimentou R$ 1,3 bilhão, crescimento de 2,8% sobre os R$ 1,266 bilhão registrados no primeiro semestre do ano passado. O levantamento considera municípios que representam 41% da população e 57% do potencial de consumo de Minas Gerais.

 

O resultado foi puxado principalmente pelo desempenho dos loteamentos fechados. No segundo trimestre, as vendas desse segmento cresceram 64,8%, passando de 741 para 1.221 unidades, enquanto o VGV avançou 71,4%, de R$ 278 milhões para R$ 476 milhões. No acumulado do primeiro semestre, as vendas de loteamentos fechados cresceram 13,6%, chegando a 2.278 unidades.

 

Já os loteamentos abertos apresentaram retração no segundo trimestre, com queda de 32,5% nas unidades vendidas e de 24,5% no VGV. No acumulado do semestre, porém, o segmento mantém trajetória positiva: foram 2.882 unidades comercializadas, alta de 31% sobre as 2.200 do primeiro semestre de 2025.

Para o presidente da Aelo-MG, Gustavo Amorim, os números mostram que o mercado mantém demanda e capacidade de absorção, especialmente diante do crescimento do VGV. “O principal sinal que o estudo traz é positivo: no primeiro semestre, vendemos 22,7% mais lotes do que no mesmo período do ano passado. Já no segundo trimestre, mesmo com uma pequena retração no número de unidades, o valor das vendas cresceu 24,1%. Isso mostra a força e a capacidade de absorção do mercado”, afirma.

 

Segundo ele, a redução dos lançamentos e o desempenho da venda dos loteamentos no primeiro semestre precisam ser analisados considerando, sempre, a oferta de lotes disponíveis. O estudo aponta 3.793 lotes lançados no período, queda de 10% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o VGL dos lançamentos recuou 55,6%, de R$ 1.741 milhões para R$ 773 milhões. “A demora na aprovação de novos projetos acaba reduzindo a velocidade de reposição dos estoques. Ou seja, não estamos falando de falta de demanda, mas de uma oferta que não consegue ser recomposta na mesma velocidade em que os produtos são absorvidos pelo mercado”, explica Amorim.

 

O presidente da Aelo-MG destaca ainda que a combinação entre vendas crescentes e menor ritmo de novos lançamentos reforça a importância de acelerar a aprovação dos empreendimentos. “O mercado está mostrando que existe demanda. O que precisamos é criar condições para que novos projetos cheguem ao consumidor. A recomposição dos estoques é fundamental para que as empresas possam continuar lançando e atendendo essa demanda”, conclui.

 

O estudo do mercado de loteamentos em Minas Gerais referente ao segundo trimestre de 2026 é realizado pela Aelo-MG em parceria com a Brain Inteligência Estratégica. A pesquisa analisa municípios mineiros que representam 41% da população e 57% do potencial de consumo do Estado.

 

Sobre a Aelo-MG

A Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano de Minas Gerais (Aelo-MG) atua no fortalecimento e na profissionalização do mercado de loteamentos no estado. Fundada em 2018, a entidade promove boas práticas, incentiva a inovação e fomenta o diálogo entre empresários e o poder público. Representando dezenas de empresas do setor, a Aelo-MG oferece suporte técnico, assessoria jurídica e acesso a estudos de mercado, contribuindo para o crescimento sustentável e estruturado do setor imobiliário mineiro.

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