Turnê do álbum “Viseira” leva o compositor mineiro Davi Fonseca a cinco capitais brasileiras
Davi Fonseca – Foto Ciro Thielmann
O pianista, compositor, arranjador e cantor mineiro Davi Fonseca percorre o Brasil com a turnê de lançamento de “Viseira”, seu segundo álbum. O projeto marca a primeira turnê nacional do artista, realizada com incentivo da Lei Municipal de Cultura de Belo Horizonte, e passa por cinco capitais brasileiras entre dezembro de 2024 e abril de 2025.
A circulação teve início em Porto Alegre, com apresentação no Café Fon Fon, no dia 5 de dezembro, seguiu para Belo Horizonte, cidade natal do artista, onde o show ocupou o palco do Teatro Francisco Nunes no dia 7 de dezembro, e depois Belém, no dia 13 de março, no Na Figueredo. Agora, a turnê chega a Salvador (12/4, no Teatro Gamboa) e Recife (17/4, no Conservatório Pernambucano de Música).
Nos palcos, Fonseca apresenta ao vivo as canções de “Viseira”, disco que mergulha em um universo que mistura realidade e ficção e dialoga com a tradição da literatura oral e da contação de histórias. O álbum parte de uma figura simbólica da cultura brasileira: o jumento, personagem central de muitas narrativas do sertão e da vida interiorana.
“Como disse Luiz Gonzaga, ‘o jumento é nosso irmão’. Em Minas Gerais não é muito diferente: ele é peça fundamental na construção objetiva e subjetiva da nossa identidade, das nossas cidades e da nossa cultura”, comenta o artista. Em “Viseira”, Fonseca se apropria desse símbolo, ao mesmo tempo tão presente e tão desprezado, para refletir sobre o Brasil.
O imaginário do disco também se manifesta visualmente. Conhecido desde a adolescência pelo apelido DaViseira, o artista criou um personagem para o projeto: um híbrido de homem e jumento que atravessa diferentes linguagens artísticas. A máscara foi concebida pela artista plástica e atriz Mariana Teixeira, com direção de arte de Júlia Filgueiras e fotografia de Ciro Thielmann, ampliando o diálogo do álbum com o teatro, o cinema e a moda.
Musicalmente, “Viseira” reúne 22 músicos e apresenta uma grande diversidade de formações instrumentais. Cada faixa possui uma instrumentação própria, com forte destaque para a percussão brasileira — “tirar a percussão da cozinha e trazer para a sala”, como dizia o maestro Letieres Leite, referência evocada pelo compositor.
O disco conta ainda com participações especiais de nomes importantes da música brasileira, como Xangai, na faixa Presepeira; Artur de Pádua, em Apocalipse à brasileira; Luiza Brina, em Barra Grande; e da pernambucana Isaar, em A Laje de Hermeto.
Natural de Belo Horizonte, Davi Fonseca é bacharel em Composição pela UFMG e tem forte atuação na cena independente da cidade. Ao longo da carreira, tocou ao lado de músicos como Rafael Martini, Alexandre Andrés, PC Guimarães e Luiza Brina, além de colaborar com nomes consagrados da música brasileira, como Elza Soares, Letieres Leite, Mônica Salmaso, Léa Freire, Teco Cardoso, Nelson Ayres, Tiago Costa e Otto.
Seu primeiro álbum, “Piramba” (2019), recebeu destaque internacional: foi eleito o 8º Melhor Álbum Brasileiro do Ano pela lista Embrulhador e figurou entre os melhores discos do mundo em rankings de veículos japoneses especializados em música.
Com a turnê de “Viseira”, Fonseca amplia o alcance de sua obra autoral e promove o encontro entre diferentes cenas musicais do país, levando ao público um espetáculo que combina narrativa, experimentação sonora e referências profundas da cultura brasileira.
Turnê Viseira — Davi Fonseca
Shows realizados
Porto Alegre (RS) — 05/12 — Café Fon Fon
Belo Horizonte (MG) — 07/12 — Teatro Francisco Nunes
Belém (PA) — 13/03 — Na Figueredo
Próximas apresentações
Salvador (BA) — 12/04 — Teatro Gamboa
Recife (PE) — 17/04 — Conservatório Pernambucano de Música



Publicar comentário