AMIG Brasil leva contribuição técnica ao Grupo de Trabalho do Conselho Nacional de Política Mineral sobre Taxas de Fiscalização

AMIG Brasil leva contribuição técnica ao Grupo de Trabalho do Conselho Nacional de Política Mineral sobre Taxas de Fiscalização

A reunião inaugural do Grupo de Trabalho (GT) do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) — que teve seu colegiado formalmente constituído em 16 de outubro de 2025, marcando o início efetivo de suas atividades como órgão de assessoramento estratégico do governo federal para a política mineral — foi realizada na última segunda-feira (25) e marcou o início de uma discussão estratégica para setores como energia e mineração.

O encontro ocorreu no âmbito do GT encarregado de discutir Taxas de Fiscalização e Encargos Setoriais, e a AMIG Brasil participou como membro oficial do CNPM, reafirmando seu papel de referência técnica ao estar representada pelo presidente Marco Antônio Lage e pelo consultor de relações institucionais e econômicas, Waldir Salvador.

O GT foi constituído para analisar a natureza, a legalidade e a aplicação das taxas e encargos cobrados por órgãos públicos, além de discutir metodologias, critérios de cálculo e competências de estados e municípios no processo fiscalizatório. O encontro inaugural definiu os primeiros passos: apresentação dos integrantes, metodologia de trabalho e cronograma de reuniões.

Segundo Waldir Salvador, o trabalho do grupo só ganhará densidade se considerar o acúmulo técnico já existente no país — ele ressaltou que no caso da AMIG, podem ser dadas várias contribuições, afinal ao longo dos seus 36 anos de existência, a instituição elaborou estudos importantes que podem ser disponibilizados. “A Amig sistematizou jurisprudências, práticas de fiscalização e experiências municipais e estaduais, defendendo que a autonomia federativa já é legalmente reconhecida. Municípios e estados têm competência originária para instituir taxas e precisam desses instrumentos para garantir o mínimo de autonomia fiscalizatória”, afirmou.

Ele acrescentou que, “diante da baixa estrutura federal para cumprir seu papel de esfera reguladora e fiscalizadora da atividade de extração mineral no país, as taxas se tornam uma ferramenta para impedir que as administrações locais sejam atropeladas por uma atividade que gera impactos diários e significativos nos territórios”.

O presidente Marco Antônio Lage reforçou o papel construtivo da AMIG no debate sobre o novo ciclo da mineração no Brasil. Para ele, o GT é uma oportunidade concreta para enfrentar distorções e buscar equilíbrio entre atividade minerária e proteção dos territórios. “A harmonização das taxas e a atualização das relações entre mineradoras e territórios são fundamentais para avançarmos em um modelo de mineração mais moderno e sustentável”, destacou.

Marco Antônio também chamou atenção para o vácuo estrutural da fiscalização federal: “A ausência de fiscalização robusta gera desequilíbrios. A AMIG tem muito estudo acumulado e pode contribuir para que o grupo avance com base técnica sólida”.

Com essa participação, a AMIG Brasil reafirma seu compromisso em oferecer dados, estudos e análises que ajudem a aprimorar os instrumentos de fiscalização e regulação da atividade minerária, fortalecendo a atuação dos municípios e contribuindo para um debate nacional qualificado.

Publicar comentário