Alaíde Costa e Emicida lançam “Só Por Isso Eu Vim”, dueto que fecha a trilogia de álbuns produzidos para a cantora
Alaíde Costa e Emicida acabam de lançar o dueto “Só por Isso Eu Vim”. O single, com distribuição digital da Altafonte, anuncia “Meu Vício na Dor de Amar Demais”, álbum que fecha a trilogia que Alaíde gravou com produção de Marcus Preto, Pupillo e Emicida. A canção reúne, pela primeira vez numa mesma gravação, as vozes dos dois artistas.
Alaíde Costa guardava a primeira metade de “Só por Isso Eu Vim” havia décadas, mas a canção seguia inédita porque a compositora sentia falta de uma segunda parte. Ouvindo Alaíde cantar sua metade em diversas ocasiões informais, em festas, bares e restaurantes, Marcus Preto registrou com o celular uma versão à capella e enviou a gravação a Emicida, sugerindo que ele escrevesse uma resposta. Assim nasceu o dueto.
O resultado é uma construção em pergunta e resposta: Alaíde abre a canção confessando timidez e saudade; Emicida retoma a cena décadas depois, do outro lado da mesma espera. Embora um amor platônico esteja evidenciado nos primeiros versos, a letra evita fechar a relação entre os dois personagens num rótulo único. E é nesse espaço em aberto, entre amizade e amor, que o dueto entre uma decana da MPB e um dos nomes centrais da música brasileira contemporânea termina por preencher, em universo que esbarra em Johnny Alf e sua “Ilusão à Toa”.
A banda conta com Leo Mendes no violão de náilon e os sopros escritos por Eduardo Neves e Antonio Neves, pai e filho. Eduardo toca flauta e saxofone; Antonio, trompete e trombone. Assim como as outras faixas do álbum, “Só Por Isso Eu Vim” foi gravada no decorrer de 2026 no estúdio Da Pá Virada, em São Paulo, por Thiago “Big” Rabello e teve assistência de gravação de Victor Nery. A mixagem e a masterização ficaram sob os cuidados de Carlos Trilha.
Com lançamento marcado para 26 de novembro, o álbum “Meu Vício na Dor de Amar Demais”, que conta com patrocínio do Natura Musical, tem seu repertório construído justamente nesse terreno do amor não correspondido, e todo o caos emocional que isso gera. É a estrada predileta de Alaíde Costa desde sua estreia em disco, no fim dos anos 1950, junto com a invenção da Bossa Nova. Em 8 de dezembro, a artista completa 91 anos de vida.
FICHA TÉCNICA – “Só Por Isso Eu Vim”
Produzido por Marcus Preto, Pupillo e Emicida
Violão de Náilon: Léo Mendes
Flauta e Saxofone: Eduardo Neves
Trombone e Trompete: Antonio Neves
Arranjo: Eduardo Neves e Antonio Neves
Mixagem e Masterização: Carlos Trilha
Distribuição digital: Altafonte
Gravado no estúdio Da Pá Virada (São Paulo) por Thiago “Big” Rabello em 2026
Assistente de Gravação: Victor Nery
SÓ POR ISSO EU VIM
(Alaíde Costa/ Emicida)
Ela:
Meu querido amigo
Enfim, vou vencendo a timidez
Por isso estou aqui
Mas, por favor, entenda
Realmente eu precisava vir
Meu querido amigo, eu vim
E ante a tua indiferença
Me desculpe eu vir
É que eu estou sofrendo
Vou morrendo um pouco enquanto não te vejo
Mil perdões porque eu te quero tanto
Mil perdões porque eu te quero assim
Mais que um amigo, és muito mais pra mim
Meu querido amigo, só por isso eu vim
Mais que um amigo, és muito mais pra mim
Meu querido amigo, só por isso eu vim
Ele:
Ah, minha querida amiga
Minha genial amiga
Não importa onde siga
Eu ainda continuo por aí
Que bom, venceste a timidez
Ainda não foi minha vez
Incerto na prisão da solidão
Garrafa, disco, vazio salão
Guarde o perdão, talvez
Talvez o problema seja eu
Desculpe por eu ser um fim
Desculpe por não ter um sim
Mais que uma amiga, irmã querida
Anjo mizinfim, és muito mais pra mim
Minha amada amiga, só por isso eu vim
Amizade linda, amizade enfim
Sigo rodeando novos sóis
Entre sustenidos e bemóis
Só luz, só jazz, só paz, só fés
Só cais, lilás, é nóiz, é nóiz
Ela:
Mais que um amigo, és muito mais pra mim
Meu querido amigo, só por isso eu vim
Mais que um amigo, és muito mais pra mim
Meu querido amigo, só por isso eu vim



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