Mostra “A Cinemateca é Brasileira: da Comédia ao Drama” chega a Belo Horizonte percorrendo diferentes faces do cinema nacional
O cinema nacional se faz na multiplicidade de temas, estéticas e narrativas que atravessam sua trajetória. A partir dessa pluralidade, do dia 30 de setembro ao dia 9 de outubro, o Cine Humberto Mauro apresenta a mostra “A Cinemateca é Brasileira: da Comédia ao Drama”. Reunindo 21 filmes produzidos ao longo de sete décadas, a programação percorre diferentes momentos, gêneros e linguagens da produção cinematográfica do país. Integram a exibição obras como as comédias “Saneamento Básico, o Filme” (2007) e “Candinho” (1954), os dramas “Que Horas Ela Volta?” (2015) e “Última Parada 174” (2008), a animação indicada ao Oscar “O Menino e o Mundo” (2014) e o clássico do terror brasileiro “O estranho mundo do Zé do Caixão” (1968). Todas as sessões são gratuitas.

Localizada na capital paulista, a Cinemateca Brasileira reúne um dos principais acervos de preservação audiovisual da América do Sul. Sua coleção cinematográfica é formada por cerca de 200 mil rolos de filmes e centenas de materiais em vídeo analógico e digital, que somam aproximadamente 60 mil títulos de diferentes gêneros e formatos, entre ficções, documentários, animações, filmes domésticos, telejornais e telenovelas. O acervo também inclui livros, revistas, catálogos, roteiros e materiais de imprensa, além de documentos públicos e privados relacionados à história do cinema brasileiro e objetos como equipamentos audiovisuais.
A mostra percorre o país de Norte a Sul entre agosto e dezembro de 2026, levando parte do acervo e da história da Cinemateca a salas de exibição e espaços culturais de 15 cidades. Em Belo Horizonte, o projeto chega ao Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, ampliando o acesso do público a obras que integram a memória audiovisual do país.
A seleção parte da premissa de que a nacionalidade comum frequentemente se torna o único filtro de identificação das obras, deixando em segundo plano as diferentes formas de fazer e pensar cinema no Brasil. A proposta, portanto, é ampliar o olhar sobre a filmografia nacional e evidenciar a diversidade que a constitui.
Reunindo olhares singulares e obras de gêneros variados, a mostra apresenta curtas-metragens como a ficção científica “O Pedestre” (1966), o documentário “A Entrevista” (1966), de Helena Solberg, e o terror “O duplo” (2012), de Juliana Rojas. Entre os longas-metragens, estão “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (1965) — baseado na obra de Guimarães Rosa, que também já inspirou ópera no Palácio das Artes —, além da obra de realismo fantástico “O homem do pau-brasil” (1981), e o filme documental “Últimas Conversas” (2015), obra final de Eduardo Coutinho, um dos grandes nomes do cinema brasileiro.
Formatos como o drama, o terror ou a animação estabelecem modelos distintos de estruturação narrativa e de representação do real. Se por um lado constituem padrões familiares ao espectador, por outro permanecem como estruturas dinâmicas, continuamente redefinidas pela autoria artística, pelas transformações históricas e pelas especificidades culturais de sua época. É a partir dessas relações entre gênero, autoria e contexto que a programação reúne filmes que, embora compartilhem a mesma nacionalidade, constroem diferentes maneiras de contar e de olhar para o cinema.
A mostra “A Cinemateca é Brasileira: da Comédia ao Drama” é realizada pelo Ministério da Cultura e pela Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH, da Usiminas e do Instituto AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
CINE HUMBERTO MAURO
P R O G R A M A Ç Ã O
A CINEMATECA É BRASILEIRA: DA COMÉDIA AO DRAMA
30/09 QUA
17h A Entrevista (Helena Solberg, 1966) | 20min
Últimas conversas (Eduardo Coutinho, 2015) | Documentário | 1h27
19h15 São Bernardo (Leon Hirszman, 1972) | Drama | 1h53
01/10 QUI
15h Candinho (Abilio Pereira de Almeida, 1954) | Comédia | 1h34
17h Escasso (Gabriela Gaia Meirelles, Clara Anástácia, 2022) | Comédia | 15min
Saneamento Básico (Jorge Furtado, 2007) | Comédia | 1h52
19h30 CICLO CHINA EM PERSPECTIVA – SESSÃO DE ABERTURA | Golfinho Branco Chinês, de Yan Dong (中华白海豚, China, 2025) | Livre | 1h22
02/10 SEX
15h Última parada 174 (Bruno Barreto, 2008) | Ação | 1h50
17h15 Amei um bicheiro (Jorge Ileli, Paulo Wanderley, 1952) | Suspense | 1h30
19h15 A Hora e a Vez de Augusto Matraga (Roberto Santos, 1965) | Ação | 1h54
03/10 SÁB
14h30 ESPECIAL BIENAL
17h Branco sai, preto fica (Adirley Queirós, 2014) | Ficção científica | 1h33
O pedestre (Otoniel Santos Pereira, 1966) | Ficção científica | 15min
19h15 Abrigo nuclear (Roberto Farias, 1981) | Ficção científica | 1h26
04/10 DOM
Sem programação
05/10 SEG
Sem programação
06/10 TER
17h Que horas ela volta? (Anna Muylaert, 2015) | Drama | 1h52
19h15 O lobo atrás da porta (Fernando Coimbra, 2013) | Suspense | 1h40
07/10 QUA
15h Los silencios (Beatriz Seigner, 2019) | Realismo Fantástico | 1h29
17h O homem do pau-brasil (Joaquim Pedro de Andrade, 1981) | Realismo Fantástico | 1h52
19h15 O estranho mundo do Zé do Caixão (José Mojica Marins, 1968) | Terror | 1h20
08/10 QUI
17h Morto não fala (Dennison Ramalho, 2018) | Terror | 1h50
O duplo (Juliana Rojas, 2012) | Terror | 26min
19h30 CINECLUBE COMUM: VISÕES TÁTEIS | 16 anos | 1h42 | Sessão comentada pelo pesquisador Fábio de Carvalho.
Jamal (Ibrahim Shaddad, Sudão, 1981, 15 min)
Leviatã (Leviathan, Lucien Castaign-Taylor & Véréna Paravel, EUA, 2012, 1h27)
09/10 SEX
15h Lé com cré (Cassandra Reis, 2018) | Animação/infantil | 5min
O menino e o mundo (Alê Abreu, 2014) | Animação/infantil | 1h20
Serviço:
Mostra: “A Cinemateca é Brasileira: da Comédia ao Drama”
Data: 30 de setembro a 9 de outubro
Horário: variáveis, ver programação
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes
(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)
Classificações Indicativas: Variáveis
Entrada gratuita; 50% dos ingressos estarão disponíveis, de forma on-line, a partir do meio-dia da data das sessões, na plataforma Sympla; o restante dos ingressos será distribuído presencialmente na bilheteria principal do Palácio das Artes e nos totens, a partir de 1 hora antes de cada exibição.



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