GUI HOPE transforma identidade trans, desejo e autoconfiança em potência para a pista de dança em “TRAVA”

GUI HOPE transforma identidade trans, desejo e autoconfiança em potência para a pista de dança em “TRAVA”

“TRAVA” começa como provocação. GUI HOPE canta sobre se colocar em um pedestal, assumir o próprio poder e provocar quem está ao redor. Mas, por trás da brincadeira com o ego, existe uma questão mais profunda: o que acontece quando uma pessoa que foi ensinada a ocupar as margens decide reivindicar para si o centro da cena?

Segundo single da carreira solo do artiste minerie GUI HOPE, com lançamento marcado para 10 de setembro, “TRAVA” transforma essa pergunta em música de pista. Entre graves pulsantes, pausas, tensão e drops explosivos, GUI aproxima o funk de Belo Horizonte da EDM e do dubstep dos anos 2010, criando uma faixa feita para provocar movimento — e reação.

A palavra que dá nome à música funciona em diferentes sentidos. “Trava” pode ser aquilo que interrompe, paralisa, deixa alguém sem reação. Mas também é uma identidade que GUI assume com orgulho. A faixa brinca justamente com essa ambiguidade: ser uma trava e ter a capacidade de “travar” os outros.

Para GUI, essa autoconfiança também tem uma dimensão coletiva. A música nasceu do desejo de imaginar seu público ocupando esse mesmo lugar de poder — especialmente pessoas trans, que ainda têm sua potência frequentemente invisibilizada.

Se a sociedade insiste em dizer que essas pessoas não deveriam ocupar determinados espaços, “TRAVA” faz o movimento contrário: as coloca no centro, como objeto de desejo, admiração e fascínio.

“É uma forma de dizer que somos desejades, que temos presença e que, por onde passamos, transformamos o ambiente, deixando as pessoas de queixo caído”, conta GUI. 

Em transformação

A ideia de transformação já estava presente em “Eu Sei”, primeiro single do projeto “HOPE”, lançado em julho. Na faixa, GUI apresentava a autoconfiança como uma espécie de manifesto pessoal: a decisão de deixar de colocar a opinião dos outros no centro das próprias escolhas. Em “TRAVA”, essa mesma confiança ganha corpo, movimento e uma dimensão mais coletiva.

A conexão entre as duas faixas também aparece na produção. Se “Eu Sei” apresentava o trânsito de GUI entre funk de Belo Horizonte, hip hop, eletrônica, glitch e referências de sua formação musical, “TRAVA” leva essa pesquisa diretamente para a pista de dança.

Especialmente, a faixa nasce de uma paixão declarada de GUI pelo funk como uma das expressões culturais mais potentes de sua geração, mas incorpora também a linguagem da música eletrônica que marcou sua formação pela internet. As pausas, repetições, construções de tensão e a busca pelo drop explosivo recuperam elementos da EDM e do dubstep de 2016, reinterpretados pela produção da artista.

“No fim, ‘TRAVA’ é justamente esse encontro entre o funk brasileiro e a linguagem de construção da música eletrônica, reinterpretados a partir da minha própria forma de produzir.”

 

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INFORMAÇÕES GERAIS

Título: “TRAVA”

Data e hora de lançamento: 10/09/2026 – 00h

Ficha técnica: 

 

Daniel Stone é repórter fotográfico com DRT, com sólida experiência na cobertura de shows e eventos. Atua também na fotografia de eventos sociais e ensaios fotográficos, destacando-se pelo olhar atento e pela capacidade de registrar emoções autênticas.

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